A Aston Martin admite que dificilmente terminará o GP da Austrália, em Melbourne, após identificar vibrações severas associadas à unidade motriz da Honda, que podem causar danos permanentes nos nervos das mãos dos pilotos. Adrian Newey, responsável máximo da equipa e envolvido no projecto do monolugar, afirma que Fernando Alonso considera não conseguir fazer mais de 25 voltas consecutivas sem ultrapassar esse limiar, enquanto Lance Stroll aponta para as 15 voltas.
Variações no motor e impacto no carro
A Honda reconheceu “vibrações inesperadas” nos testes de pré-época, que provocaram danos em componentes ligados à bateria e impediram a equipa de cumprir a quilometragem planeada no Bahrein.
Koji Watanabe, presidente da HRC, refere que foram estudadas várias contramedidas e que a solução considerada mais eficaz nesta fase foi implementada a partir desta semana, após testes em dinamómetro.
Newey acrescenta que o trabalho recente reduziu “significativamente” a vibração que chegava à bateria, mas sublinha que o problema está longe de resolvido no conjunto carro-piloto.
Porque é que terminar a corrida é improvável
Segundo Newey, a unidade motriz é a origem e “amplificador” da vibração, enquanto o chassis de carbono — por ser muito rígido e com pouca capacidade de amortecimento — transmite essa frequência para o habitáculo sem que a equipa tenha conseguido progressos relevantes. Além de falhas de fiabilidade (como peças a soltarem-se), a principal preocupação é a vibração chegar ao volante e às mãos dos pilotos, condicionando o número de voltas que podem completar com segurança.
O que se segue: recolha de dados e recuperação incerta
O fim de semana em Albert Park deverá centrar-se na recolha de dados e na procura de uma solução estrutural, equilibrando a necessidade de testar com a protecção da saúde dos pilotos. A Honda admite que ainda não conseguiu explorar a unidade motriz ao regime máximo e que é “cedo” para avaliar o défice de desempenho, mantendo a prioridade na fiabilidade.










