A Fórmula 1 encontra-se a analisar cenários alternativos caso seja forçada a cancelar os Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita, na sequência da escalada do conflito no Médio Oriente. A situação permanece sob vigilância, sem que, para já, tenha sido tomada qualquer decisão definitiva.
Os eventos agendados para meados de abril — Bahrein (10 a 12) e Arábia Saudita (17 a 19) — estão sob avaliação, depois de ataques registados na região, que afetaram igualmente os Emirados Árabes Unidos, incluindo o Dubai e Abu Dhabi. Ainda assim, fontes próximas do processo indicam que o tema está a ser tratado com prudência, existindo margem temporal de cerca de duas semanas antes de qualquer deliberação formal.
Caso se confirme a necessidade de encontrar alternativas, a Fórmula 1 poderá recorrer a soluções já testadas recentemente e várias fontes apontam Imola e Portimão como as alternativas mais fortes, caso a mudança aconteça. O Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola, integrou o calendário em quatro das últimas cinco épocas, falhando apenas em 2023 devido a inundações, tendo sido substituído este ano pelo regresso de Madrid como Grande Prémio de Espanha. Já o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, acolheu provas em 2020 e 2021, durante o período afetado pela pandemia, estando confirmado o seu regresso ao calendário em 2027 e 2028.
A prioridade dos responsáveis passa por evitar um hiato competitivo prolongado entre o Grande Prémio do Japão (27 a 29 de março) e o de Miami (1 a 3 de maio), assegurando a continuidade do campeonato caso o duplo compromisso no Médio Oriente não possa realizar-se.










