A Fórmula 1 decidiu não repetir, em 2026, a regra aplicada no último Grande Prémio do Mónaco, que obrigava ao uso de três jogos de pneus e forçava uma estratégia de duas paragens. A medida, introduzida para aumentar a imprevisibilidade num traçado onde a emoção das ultrapassagens não é sentida com frequência.
No ano passado, a FIA impôs a utilização obrigatória de três compostos diferentes no Mónaco, tentando criar mais variáveis estratégicas. No entanto, a alteração não produziu o efeito pretendido na frente da corrida. Algumas equipas, como a Williams e a Racing Bulls, exploraram a regra ao manter um dos seus carros a rodar deliberadamente mais lento, abrindo uma janela de paragem para o companheiro de equipa.
A tática suscitou debate, sobretudo por obrigar pilotos a circularem vários segundos por volta abaixo do ritmo ideal, o que gerou desconforto no paddock. Apesar de a regra ter sido inicialmente mantida no regulamento desportivo de 2026, após nova votação do Conselho Mundial da FIA, as cláusulas específicas relativas ao Mónaco foram eliminadas da versão final do regulamento.
Outras alterações aprovadas
Entre outras alterações aprovadas, destaca-se o aumento da duração da Q3 de 12 para 13 minutos. Já a presença de 22 carros no campeonato, com a entrada da Cadillac, implicará a eliminação de seis pilotos em Q1 e Q2, algo que já estava previsto no regulamento para grelhas com 22 participantes.
A FIA também recuou na intenção de tornar obrigatória a utilização de coletes de refrigeração em situações de calor extremo. A medida tinha sido estudada após os problemas registados no Grande Prémio do Qatar de 2023. Em 2026, os pilotos continuarão a poder optar por não utilizar o equipamento, desde que o sistema esteja instalado no carro e seja compensada a diferença de peso com 0,5 kg de lastro no cockpit.
Foto: MPSA









