Oscar Piastri antevê diferenças vincadas no comportamento dos monolugares de 2026 consoante o circuito, alertando para possíveis “anomalias” na gestão de energia em várias corridas do calendário.
A maior dependência da bateria obriga os pilotos a recorrer com maior frequência a técnicas como lift and coast ou super clipping, para evitar esgotar a energia e ficar apenas com a potência do motor térmico. Em pistas com fortes zonas de travagem, como o Bahrein ou o Canadá, a recuperação é mais simples. Já em traçados fluidos ou com retas longas e rápidas, como Melbourne ou Jidá, a tarefa torna-se mais complexa.
É precisamente nestes circuitos que Piastri prevê maiores diferenças no estilo de condução e na dinâmica de corrida, com a gestão energética a assumir papel determinante no desempenho.
Oscar Piastri afirmou, citado pelo RacingNews365:
“Pelo trabalho que fiz no simulador, é muito diferente, e penso que em certas pistas vamos estar muito mais limitados na recuperação de energia do que estamos aqui no Bahrein. Dependendo de como defines a otimização, não precisas de fazer muito super clipping ou lift and coast, mas em Melbourne, se não fizeres nada disso, vais ficar sem energia bastante depressa”.
O piloto australiano acrescentou:
“Depende muito do traçado, Jidá é outro exemplo, com várias retas ligadas por curvas rápidas onde será muito difícil recuperar energia; é aí que vão surgir a maioria das anomalias. Haverá grandes diferenças, embora possamos ajustar bastantes coisas. Nos testes vimos que é possível fazer certas curvas de formas diferentes, mas neste momento muita coisa fica definida antes de entrares no carro. Podes alterar durante a volta, mas é diferente porque não estás apenas a gerir o acelerador. Melbourne vai ser bastante diferente e será um desafio para todos nós”.










