Já lá vão 50 anos, mas poucos se lembram disso. Em 1975, 29 de novembro foi um dia de intenso nevoeiro, lá para os lados do pequeno aeroporto do campo de golfe de Arkley, perto de Londres.
Mesmo assim, ao cair da tarde, um pequeno avião insistiu em aterrar, com visibilidade quase a zero.
O resultado foi catastrófico: embateu nas árvores e esmagou-se no solo.
Todos os seus ocupantes morreram – eram a totalidade da minúscula equipa de F1 Embassy-Hill, que vinham, cansados e desejosos de chegar a casa, de uma sessão de testes em Paul Ricard.
Aos comandos do aparelho, sir Graham Hill, que tinha anunciado a retirada da F1, enquanto piloto, quatro meses antes. Entre os mortos, estavam os engenheiros e mecânicos da equipa, mas também Tony Brise, uma jovem estrela em ascensão no mundo da F1 e que era o protegido de Hill. Tinha 23 anos.
A história de Graham Hill é a mais improvável, para um homem que foi piloto de F1 e conquistou dois títulos de Campeão do Mundo, em 1962 e, além disso, é ainda hoje o único a deter a “Tríplice Coroa” – reservada aos que tenham ganho o GP do Mónaco de F1, as 500 Milhas de Indianapolis e as 24 Horas de Le Mans (Há quem considere também vencer o Mundial de F1, Indy 500 Le Mans) . Juan Pablo Montoya (Venceu Mónaco e Indy) e Fernando Alonso (Mónaco, F1, e Le Mans) são os únicos pilotos no ativo a terem ganho duas das três provas.
Pois Graham Hill, o homem que só aos 24 anos conduziu um carro pela primeira vez e aprendeu os truques com um velho Austin de 1929, sem travões, conseguiu tudo isso. Senhor de um estilo polido e de um carácter destemido, Sir Graham conquistou por direito próprio um lugar no galarim dos grandes pilotos da história do automobilismo.









