Max Verstappen é o melhor piloto da atualidade e os factos para sustentarem essa afirmação vão se acumulando a um ritmo imparável. No GP do Azerbaijão, tivemos mais uma prova disso.
A vitória num GP depende de muitos fatores, com a estratégia a ser fundamental para maximizar as hipóteses de triunfo. A escolha dos pneus para o arranque e o primeiro stint é igualmente importante e em Baku revelou-se ainda mais importante.
Verstappen venceu o Grande Prémio do Azerbaijão graças ao seu ritmo e a uma estratégia ousada de pneus que ele próprio defendeu. Ao contrário da maioria dos rivais, que começaram com pneus médios, Verstappen escolheu pneus duros para lhe dar resistência e flexibilidade em caso de Safety Car.
Duros a começar foi um risco calculado
Embora não tenha havido Safety Car após a neutralização inicial, ele geriu os pneus na perfeição e converteu a pole position numa vitória de ponta a ponta, demonstrando o seu domínio e influência estratégica nas decisões da Red Bull durante a corrida.
Laurent Mekies explicou a forma como Verstappen influenciou a decisão final (e arriscada) de largar com pneus duros:
“Max pressionou-nos a isso [começar com pneus duros], confessou Mekies. “Honestamente, sabíamos que não se tratava tanto de saber quais pneus eram melhores do que os outros. Vimos na qualificação, seis ou sete bandeiras vermelhas na qualificação. Por isso, sabíamos que era uma corrida que poderia ser ditada pela chegada do Safety Car. Nós meio que sabíamos que iríamos conduzir até o Safety Car aparecer. Tentámos ficar fora. O Max pressionou a escolha de pneus afirmando que ‘se vamos conduzir para esperar o Safety Car aparecer, então queremos esse pneu’. Isso traz outros riscos. Ele foi muito convincente ao dizer que lidaria com os outros riscos.”
Outros casos de sucesso
Já em Monza, Verstappen tinha sido fundamental na escolha da estratégia para a corrida que acabou por vencer. Em Baku voltou a fazê-lo. É com estes pequenos pormenores que se vai ganhando (ainda mais) confiança na equipa. Não são muitos os pilotos da grelha atual que conseguem ter uma influência real na estratégia. Verstappen, juntamente com Fernando Alonso, Carlos Sainz e até George Russell, são sempre os que mais se fazem ouvir e que participam ativamente nas decisões estratégicas. Não significa que outros não tenham um papel igualmente importante, mas os casos referidos parecem ser o que mais tentam ajudar neste capítulo, com uma taxa de aproveitamento assinalável.
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