O tempo passa, as corridas acumulam-se, mas a política de corrida da McLaren mantém-se…
Não é de agora, a McLaren mantém a sua política de permitir que os pilotos Lando Norris e Oscar Piastri disputem entre si as corridas, inclusive com liberdade para escolherem estratégias diferentes, algo que é um perfeito contraste, por exemplo com a Mercedes, como se percebeu bem no passado. Recuando à era Lewis Hamilton vs. Nico Rosberg na Mercedes, a equipa tinha um controle mais rígido, mas a McLaren não pretende impor uma estratégia única para evitar riscos.
Não é de agora que essa política da McLaren já gerou ‘tricas’, por exemplo, na Hungria, onde a estratégia diferente de Lando Norris (uma paragem) o ajudou a bater Oscar Piastri, que rodava na frente da corrida, mas ao fazer duas paragens, perdeu-a para o seu colega.
Face à polémica que se instaurou, a equipa teve conversas com os pilotos após a corrida na Hungria para esclarecer as regras e Piastri entendeu que, como o segundo carro, Norris tinha “menos a perder” e que seria injusto neutralizar a estratégia apenas para que os dois estivessem em estratégias idênticas.
No meio disto tudo, a equipa deixa claro que a prioridade é o “melhor para a equipa”, mesmo que as ambições pessoais dos pilotos sejam frustradas e, portanto, a liberdade não é irrestrita. Existem regras para as corridas, que não são divulgadas, mas que garantem que o interesse da equipa está sempre em primeiro lugar. Olhando para o que tem sido o passado, na prática, o carro que está à frente tem prioridade nas escolhas de estratégias quando chegam os momentos de parar nas boxes, pois se um dos pilotos está na frente do outro foi por mérito, tendo por isso a primazia da escolha. E como ambos sabem que é assim, não contestam uma regra definida à partida.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA









