O conselheiro da Red Bull, Helmut Marko, considera que a Mercedes gerou uma “expectativa desnecessária” em torno de Kimi Antonelli antes da estreia do jovem italiano na Fórmula 1.
Promovido precocemente após a surpreendente saída de Lewis Hamilton no final da última época, Antonelli chegou ao Mundial com apenas 18 anos e a promessa de poder bater o recorde de Max Verstappen como o mais jovem vencedor de sempre. No entanto, a sua temporada de estreia tem ficado aquém das expectativas.
Apesar de um pódio no Canadá, o piloto apenas pontuou em duas das últimas oito corridas, encontrando-se ainda perante a difícil tarefa de enfrentar George Russell, um dos pilotos em melhor forma em 2025. A reputação de “talento geracional” fazia prever resultados mais imediatos.
“Os nossos juniores não são expostos logo à pressão da F1”
Em declarações ao F1 Insider, Marko destacou a diferença de abordagem entre Red Bull e Mercedes na preparação de jovens talentos:
“Os nossos juniores passam primeiro pela Racing Bulls e não são expostos logo à pressão da F1. Também não criamos uma onda de ‘hype’ antes de o piloto sequer entrar num carro de Fórmula 1.”
A quebra de rendimento de Antonelli coincidiu com a fase menos competitiva da Mercedes, que reconheceu ter seguido uma direção errada no desenvolvimento do W16. Só recentemente a equipa voltou a especificações anteriores, devolvendo alguma confiança aos pilotos.
“Ele é certamente muito rápido, mas ainda muito jovem”
Marko reconhece o talento do italiano, mas alerta que precisa de tempo para se adaptar:
“Ele é certamente muito rápido, mas ainda muito jovem. Falámos brevemente no hotel em Spa e disse-me que não confiava no carro, porque sempre que força acaba por perder o controlo. É uma questão mental, mas também um carro complicado de explorar, tal como o nosso. Quando funciona, é muito mais agressivo.”
O austríaco comparou ainda a situação com a de Liam Lawson, que reencontrou confiança na Racing Bulls, sublinhando a desvantagem estrutural da Mercedes:
“Kimi precisa apenas de tempo, mas a Mercedes não tem a vantagem de uma segunda equipa.”











