Alexandre Camacho, hexa vencedor do Rali da Madeira, enfrentou uma prova de superação nesta edição, confrontando desafios significativos com o seu Hyundai i20 N Rally2. Embora não esteja a cumprir um programa completo no campeonato regional desde 2023, o piloto madeirense viu-se impedido de replicar o desempenho do ano passado, quando lutou pela vitória num Toyota GR Yaris Rally2, sentindo agora imensas dificuldades face aos adversários mais competitivos.
O rali revelou-se muito aquém das expetativas de Camacho, que admitiu ter sido uma prova “possível” face às circunstâncias. “Atendendo ao primeiro dia, sabíamos que ia ser muito difícil”, referiu o piloto. A tentativa de tornar o carro mais competitivo foi constante, mas sem o sucesso desejado: “Numa especial ficava melhor, noutra ficava pior. Estava muito difícil de conseguirmos um equilíbrio com o carro.”
Mesmo nos momentos de ligeira melhoria, o Hyundai de Camacho parecia “a anos-luz do resto da concorrência”. O piloto descreveu a última classificativa como a única em que sentiu o carro “um bocadinho melhor”, mas salientou que estava “no limite”. A frustração é palpável: “Foi um rali para esquecer, porque realmente se o rali do regional, na Calheta, já tinha sido, este continuou a ser mau. Estávamos à espera que, com algumas coisas que foram feitas no carro, a coisa melhorasse, mas não muito!”
Camacho é categórico ao apontar as limitações do seu veículo: “A verdade é que foi um rali muito competitivo, vários recordes batidos, e nota-se claramente que estes Hyundai estão muito fracos, bem abaixo da concorrência.” O piloto já vinha “um bocado desconfiado” do Rali da Calheta, e as soluções apresentadas não anularam a desvantagem esperada.
Questionado sobre as principais dificuldades específicas, Camacho foi direto: “Não consigo conduzir o carro, é difícil pôr velocidade na curva com este carro. É difícil fazer recuperações com este carro. Portanto, eu acho que é um bocadinho de tudo, quer seja motor, chassis…”. A análise do piloto aponta para falhas generalizadas que comprometeram a sua performance num rali que exigiu o máximo de competitividade.










