A Aston Martin deverá a vender a sua participação de 4,6% na Aston Martin Aramco Formula One Team a um comprador ainda não revelado, angariando 146 milhões de dólares para apoiar o seu negócio automóvel, atualmente em dificuldades. A medida não afetará significativamente a equipa de F1, mas oferece o dinheiro tão necessário em meio a problemas financeiros, dada a grande valorização da estrutura desportiva ao longo dos últimos anos.
A empresa emitiu recentemente um comunicado com um alerta de lucros, citando as tarifas dos EUA e o abrandamento económico da China, o que levará a marca a apenas atingir o ponto de equilíbrio (sem ganhar nem perder) em 2025. O preço das suas ações caiu 7% e agora está em queda dramática desde a sua oferta pública inicial em 2018, com o preço das suas ações a cair de £19 (€22,23) para apenas 71p (€0,83), reduzindo a sua avaliação global de 4,33 mil milhões de libras (5,07 mil milhões de euros) para 826 milhões de libras (967 milhões de euros) — uma queda de mais de 80%.
Analistas sugerem que a Aston Martin pode se tornar privada (ou seja, sair dos mercados), o que poderia simplificar a propriedade, melhorar a agilidade e reduzir custos.
Apesar das questões financeiras, a sua linha de produtos é forte com o novo Vantage, DB12, Vanquish e o bem-sucedido SUV DBX, que representa metade das vendas. A sua clientela ultraluxuosa também oferece alguma proteção contra a instabilidade económica mais ampla.
No que diz respeito à F1, para já, esta operação não deverá afetar em nada o plano nem o projeto.











