As coisas estão a correr tão bem para Oliver Solberg no Rali da Estónia que, na sexta-feira à noite, o jovem piloto da Toyota resolveu celebrar… com tudo o que tinha. Incluindo uma asneira em horário nobre num contexto de uma entrevista em que estavam todos na brincadeira…
Durante uma sessão de entrevistas com os fãs – aquele momento teoricamente calmo onde os pilotos sorriem, dizem que está tudo “OK” e tentam fingir que não estão cobertos de pó e nervos – Solberg largou a frase bombástica: “f***ing win!”*
Ora, o problema é que essa zona do parque de assistência é considerada pela FIA como um “ambiente controlado”. Traduzido: é suposto os pilotos comportarem-se como se estivessem num jantar de gala, não num concerto de rock.
Por isso, a FIA não deixou passar em branco. Lá veio a reprimenda e uma multa suspensa de 2.000€. Solberg, de imediato, pediu desculpa, explicou que não queria ofender ninguém e que o palavrão escapou… fruto de pura alegria.
Aliás, nem se pode censurar o rapaz: foi até aqui o melhor dia da carreira dele! Primeiro líder de um rali no WRC, primeiras vitórias em especiais… se isto não é motivo para uma reação à escandinava exaltada, não sabemos o que é.
Até os comissários reconheceram que o palavrão é cada vez mais “colloquial” (tradução: “quem nunca?”) e que o inglês nem é a primeira língua de Solberg. Mas regras são regras, e aparentemente há locais próprios para dizer asneiras: tipo no fim das especiais, quando ainda se está a tirar o capacete e a engolir terra.
Enquanto isso, nos bastidores do WRC, relembrava-se que Adrien Fourmaux, há uns meses, apanhou uma multa de €10.000 por um palavrão semelhante na Suécia. Foi tal a revolta que os pilotos criaram a World Rally Drivers Alliance (WoRDA) — basicamente, um sindicato com o direito de dizer “fo****!” sem pagar o preço.
Solberg está de consciência limpa, a FIA fez o seu papel, e os fãs saíram do parque de assistência com uma história engraçada para contar — e, quem sabe, um novo bordão motivacional: “Vai e ganha… à Solberg!”











