O WEC passa por um dos melhores momentos da sua história com interesse redobrado das marcas e uma grelha de luxo, que reúne quantidade e qualidade de uma forma quase inédita. Este “boom” tem permitido um crescimento de notoriedade, mas as corridas de 2025 têm ficado marcadas por muitas discrepâncias nas performances, com o novo sistema do BoP a não trazer os resultados que se esperariam, com algumas queixas a fazerem-se sentir.
A Toyota criticou a situação, rotulando a temporada atual de “aborrecida”, “artificial” e sem verdadeiras corridas, em grande parte devido a problemas com o sistema Balance of Performance (BoP). David Floury, diretor técnico da Toyota Gazoo Racing Europe, disse que as corridas se tornaram muito artificiais e previsíveis, apontando para a vitória dominante da Cadillac nas recentes 6 Horas de São Paulo, onde a Toyota terminou em 14.º e 15.º lugar, três voltas atrás.
Floury evitou citar diretamente o BoP devido às regras do WEC, mas criticou claramente o sistema, afirmando que ele não consegue criar uma competição justa e, em vez disso, amplia as diferenças de desempenho. Ele disse que os resultados das corridas agora são previsíveis com base nas tabelas BoP divulgadas antes dos eventos e pediu uma revisão urgente das regras, alertando que continuar no caminho atual poderia prejudicar a integridade e o apelo do campeonato. Floury pediu a colaboração entre os fabricantes, a FIA e a ACO para resolver o problema e restaurar as corridas genuínas na série.
“As corridas não são interessantes — a temporada inteira tem sido entediante”, disse Floury, citado pelo motorsport.com. “Esta temporada é realmente triste no sentido de que perdemos de vista o que é a corrida e ela tornou-se artificial demais”, continuou Floury. “Não se trata de precisarmos ou não de algo para diminuir as diferenças entre os carros, isso é aceite do nosso lado, mas o processo está totalmente errado.”
“Quando recebemos a tabela antes do fim de semana, já sabemos o que vai acontecer — isto não deveria ser assim. Precisamos urgentemente de encontrar uma solução, caso contrário, tenho a certeza de que haverá consequências. Não estou a falar apenas em nome da Toyota, mas, de um modo geral, como fã, como entusiasta do WEC, sinto que fomos longe demais e precisamos de reconsiderar seriamente”.
“Coletivamente, como um grupo, com os outros fabricantes, a FIA e a ACO, acho que é urgente reconsiderarmos o que estamos a fazer e o que devemos almejar, porque esta temporada deixa a desejar nesse aspeto.”
Quando questionado sobre o que precisa ser feito, Floury respondeu: “Tenho a minha própria ideia sobre isso, mas não vou discutir isso aqui. De qualquer forma, não cabe a mim decidir.”











