Yazeed Al Rajhi triunfou na sua 11ª participação, perante o público da casa, ligando a sua história às de Jean-Louis Schlesser (1999) e Pierre Lartigue (1994). Há muito que perseguia este triunfo e mereceu-o, sabendo atacar na altura certa, não se importando de perder algum tempo na antepenúltima etapa de modo a ficar com uma excelente posição na estrada para a etapa decisiva a 11ª. Se bem pensou, melhor o fez…
Na sua primeira participação em 2015, já ao volante de uma Toyota Hilux, obteve a sua primeira vitória no 8º dia sw prova, antes de ser forçado a retirar-se quando era terceiro. Depois de uma passagem pela Mini (três Dakar entre 2017 e 2019), teve de esperar até 2022 para finalmente subir ao terceiro degrau do pódio. Vice-campeão do Campeonato do Mundo W2RC nos últimos dois anos, atrás do seu mais feroz rival Nasser Al Attiyah, o nativo de Riade teve agora o seu prémio que há tanto tempo procurava: “Estou muito, muito feliz por o ter feito, não é uma corrida fácil, é a mais difícil que fiz nos últimos onze anos. Estou muito feliz, eu, o Timo e a minha equipa fizemos um excelente trabalho, como sempre. É claro que hoje batemos muitos recordes: o primeiro piloto saudita a vencer e também nos últimos vinte e cinco anos nenhuma equipa privada venceu uma equipa de fábrica, mas desta vez conseguimos. Além disso, é a primeira vez que um vencedor do Dakar vem do mesmo país em que é disputado, com um saudita a vencer um Dakar saudita. Estou muito feliz… Hoje tivemos calma, não havia necessidade de forçar e fizemos um ótimo trabalho”.









