Numa jogada surpreendente para muitos, a Red Bull Racing anunciou Liam Lawson como companheiro de equipa de Max Verstappen para a temporada de Fórmula 1 de 2025, afastando Yuki Tsunoda, apesar do ritmo superior do piloto japonês. A decisão sublinha a prioridade estratégica da Red Bull à resiliência mental e à harmonia da equipa em detrimento da velocidade ‘bruta’.
Helmut Marko, consultor da Red Bull, explicou que a menor consistência e estabilidade emocional de Tsunoda foram pontos a favor de Lawson, e embora o japonês tenha demonstrado uma boa velocidade, a tendência para cometer erros pesaram contra. Sabendo-se como é Tsunoda, e embora tenha melhorado em 2024, colocá-lo ao lado de Verstappen poderia fazê-lo ‘rebentar’ de frustração… como já se viu no passado. Será que o japonês teria capacidade de lidar com o domínio de Verstappen? Não saberemos…
Em contrapartida, Liam Lawson reflecte a confiança da Red Bull na força mental e adaptabilidade do jovem neozelandês. Marko enfatizou a capacidade de Lawson para aceitar um papel de apoio dentro da equipa, reconhecendo que desafiar Verstappen é uma tarefa assustadora, se não intransponível. Compreender esse papel e evoluir com um piloto como Max Verstappen ao lado é meio caminho andado.
Veja-se Sergio Pérez, que quando começou a dizer que queria lutar contra Verstappen pelo título, onde foi parar. E falamos de um piloto com uma enorme experiência na F1. Se o mexicano tivesse sabido colocar-se noutro patamar e trabalhar a partir daí, teria provavelmente feito muito melhor…
Resumindo, embora a decisão possa parecer controversa, está alinhada com a filosofia de longa data da Red Bull de promover um ambiente de equipa que maximize o desempenho global. A capacidade comprovada de Lawson para apresentar resultados consistentes sem sucumbir à pressão das rivalidades internas desempenhou um papel decisivo na garantia da sua promoção.











