Charles Leclerc terminou 2024 desapontado com o resultado obtido. A fantástica recuperação não foi suficiente para dar à Ferrari o título de construtores, especialmente na despedida de Carlos Sainz, com quem desenvolveu uma excelente relação.
O fim de semana começou da pior forma com a penalização de dez lugares por troca da unidade de armazenamento de energia. A partir daí, a missão de Leclerc tornou-se mais espinhosa e o cenário piorou com o pesadelo da Q2. Largando do fim da grelha, apenas um milagre conseguiria colocar Leclerc na frente. E foi mesmo isso que ele conseguiu. Fintando todos os incidentes, recuperou 11 posições na primeira volta e continuou a subir na tabela até se instalar no terceiro lugar. Não conseguiu mais, mas a recuperação merece nota de destaque.
Leclerc estava desiludido com o resultado e reconheceu que queria fechar este capítulo com Carlos Sainz com um título. Tal não aconteceu, mas fica a excelente prestação na última corrida do ano:
“Eu sabia que tinha de ser muito agressivo, por isso, na primeira volta, corri todos os riscos possíveis para ganhar o máximo de lugares possível e ficar numa boa posição para o resto da corrida. Infelizmente, estávamos a partir demasiado atrás para fazer algo melhor do que aquilo que fizemos. Penso que fizemos o máximo. É doloroso quando uma época é tão renhida assim. A sexta-feira trouxe más notícias e demos o nosso melhor, mas acabámos por ficar aquém do nosso objetivo. É uma pena, mas demos tudo por tudo.”
Sobre ser companheiro de equipa de Lewis Hamilton em 2025:
“O Lewis alcançou tanto no desporto e será uma grande motivação. Mas, por agora, penso no ano que passou e nos anos que passei com o Carlos. Tivemos uma relação fantástica. Puxamos um pelo outro. Esperava mesmo que pudéssemos terminar estes quatro anos com o Campeonato de Construtores. Obviamente que agora a desilusão chegou e vou ter quatro ou cinco dias para me recompor e depois pensar no próximo ano.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA











