A McLaren-Mercedes e a Ferrari vão para a última corrida do ano separadas por 21 pontos. E com um máximo de 44 pontos por obter, a diferença pode ser ultrapassada, embora isto seja em teoria, porque, na prática, será muito difícil aos homens da Ferrari baterem a McLaren em 21 pontos, não só porque os homens de Woking devem estar mais forte em Abu Dhabi do que estiveram no Qatar e a Ferrari tem estado bem em pistas mais rápidas e não tanto nas mais ‘enroladas’, mas como se sabe, só lá se saberá a correlação de forças.
Fazendo um rápido exercício teórico, mesmo que a Ferrari somasse 25+18+1=44 (1º+2º+VMR) se a McLaren fosse (3º+4º) somaria 27 e a diferença seria apenas 17 pontos, quando a Ferrari tem que recuperar 21.
É óbvio que muita coisa pode suceder, pode dar-se como exemplo o Qatar, em que a penalização de Lando Norris permitiu à Ferrari herdar pontos, mas mesmo assim os homens de Maranello só lhes ganharam três pontos…
Portanto, a maior probabilidade é mesmo a McLaren ser Campeã de Construtores, o que a suceder seria a primeira vez desde 1998. A Ferrari venceu o seu último campeonato de Construtores em 2008…
Lá mais para trás, a Alpine brilhou no Qatar, somou 10 pontos, e passou para a frente da Haas na luta pelo sexto posto dos construtores, o que a manter-se assim significam vários milhões a mais no ‘prémio’ final. Não parece fácil a Haas recuperar a posição, mas também não era provável a Alpine somar 10 pontos no Qatar e aconteceu…
Até aqui a Haas pontuou 13 vezes e a Alpine somente 10 vezes, mas os 35 pontos da Alpine em São Paulo foram absolutamente decisivas para uma equipa que está a lutar pelo sexto posto quando foi quarta em 2022…













