F1: O que disse Filipe Albuquerque sobre os limites de pista… em 2018
O tema dos limites de pista continua na moda na F1. As lutas acesas entre Max Verstappen e Lando Norris trouxeram de novo o tema para cima da mesa e há pilotos que estão a fazer força para que as caixas de gravilha voltem às pistas, para delimitar de forma clara as pistas.
“Perdemos a sensação que estamos numa montanha-russa. Há mais segurança e obviamente que todos querem isso, mas perde-se a identidade que diferencia a pista” disse o piloto sobre as alterações no circuito de La Sarthe. “Perde a exigência do traçado, que separa os melhores dos outros. E é por isso que tenho adorado correr nos EUA, com pistas muito exigentes que não admitem erros. Há um corretor e logo a seguir à relva ou muro. Os pilotos pensam duas vezes antes de chegar ao limite e quando chegam e não são capazes, batem uma vez e não voltam a ultrapassar esse limite. Agora os pilotos fazem pião, tira-se a gravilha da pista e volta-se a andar em vez de perder o resto do dia por ter danificado o carro. Consigo entender perfeitamente que a segurança está em primeiro lugar, no entanto, só assim os pilotos conseguem respeitar as pistas e entender a exigência que têm. As corridas são mesmo isso e não é qualquer um que faz as curvas à velocidade que se fazem.”
Defensor da segurança em pista, Albuquerque temia na altura que se estava a ir por um caminho onde deixa de haver a diferenciação entre pilotos e o respeito que as pistas exigem:
“Cada entidade tem de fazer o seu trabalho e é preciso evitar ao máximo as mortes, mas admito que não me agrada muito esta situação. E por isso é que muitos pilotos profissionais gostam de correr nos EUA, porque não existem problemas dos limites de pista. Lá estão muito bem definidos e se os ultrapassarem as coisas não vão correr bem. Continua-se a correr no Mónaco, em Nordsheleife, na Indy 500 pela perícia necessária e pela diferenciação notória entre bons pilotos e pilotos medianos. Encontrar o melhor andamento em Le Mans demora tempo e hoje em dia os miúdos chegam e em duas ou três sessões estão no ritmo, pois cada vez mais se perde o elemento do risco. Continua a ser difícil, mas o nível de exigência é diferente.”
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Leandro Marques
1 Novembro, 2024 at 14:32
Com pistas desse gênero e o assunto do título estaria já resolvido. Não teria havido algumas situações de simulações de ultrapassagem por fora que quem já participou em corridas automóveis ou de karts sabe que não funcionariam como ultrapassagem iniciada, consolidada e conquistada.