WRC: ‘Mind Games’ entre Ogier e Neuville, com Abiteboul a ‘dar a resposta’

Por a 7 Setembro 2024 08:36

Não é novidade nenhuma, Sébastien Ogier já utilizou esta tática muitas vezes no passado, até com o seu atual chefe de equipa, Jari-Matti Latvala: usar ‘mind-games’.

A ‘vítima’ agora foi Thierry Neuville a quem Ogier disse ontem no final do dia na Media Zone que tinha de “aprender a abrir a estrada” – e continuou: “prova-se que o líder do campeonato não é assim tão rápido, nós somos segundos na estrada e tirámos-lhe 45 segundos em quatro troços, talvez ele precise de parar de chorar e aprender a ser primeiro na estrada”.

Muitas vezes no passado, Ogier se queixou do mesmo, mas, na verdade, não foi por isso que perdeu algum título, ganhando todos entre 2013 e 2018 e depois mais dois em 2020 e 2021.

Mas também há que dizer que Neuville teve problemas de motor que trabalhava em três cilindros, foi também por isso que perdeu tanto tempo.

Talvez tenha sido um pouco a frustração de Ogier que se comprometeu a fazer as últimas quatro provas de modo a tentar evitar que seja a Hyundai a vencer o título de pilotos pela primeira vez na sua história, mas o problema no turbo coloca-o muito longe de recuperar muito a Neuville, até porque com Sordo 7.2s na frente do belga, fica claro que a Hyundai vai trocar as posições e colocar Sordo a tentar servir de tampão a Ogier.

O DirtFish revelou ao chefe de equipa da Hyundai, Cyril Abiteboul, as palavras de Ogier, e como se pode calcular, a resposta foi imediata: “só olho para a classificação. Vamos ver na Gala da FIA em dezembro quem é o primeiro”, disse o francês, agora que tem um respaldo muito significativo.

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Um comentário

  1. HellRun

    7 Setembro, 2024 at 22:48

    Vejo rallys há decadas, e nunca tinha visto este tipo de declarações por parte de um piloto sobre um colega de profissão. Percebo que Ogier está apertado, e usa armas que pelos vistos há quem goste (olá, SportTv). Mas não vale tudo. Uma vez que ele abriu as hostilidades, recordo: Durante anos, o Ogier passou a vida a queixar-se exactamente do mesmo tema: abrir a estrada. Mas como uma diferença gigante, durante a maior parte desses anos, tinha de longe o melhor carro, o fantastico Polo. E portanto, ha que dizê-lo, muitos titulos foram obtidos sem oposição. Retira mérito? Não, mas há que pôr as coisas na sua perspectiva correcta. Mas a choradeira existiu, e em várias ocasiões. Também foi o piloto que sempre se queixou de um fornecedor de pneus, cada vez que teve um furo. Como se os furos não fossem comuns nos rallys. Queixou-se hoje de ter subido um lugar, pelos dois furos do Tanak? Acho que não. Por fim, a parte mais cómica, há uns anos mandou a mulher queixar-se publicamente que a Citroen não tinha um carro à altura da concorrência, e à altura do seu talento. Acho que nunca tinha visto tal. Portanto, há campeões (tudo bem consigo, Senhor Loeb?), e há tipos que ganham titulos, mas não merecem esse cognome. Pelos anos que levo disto, já aprendi que isto de ter favoritos, idolos, a nivel de pilotos ou marcas, não tem grande sentido. Não há no WRC, entre os 5/6 primeiros, um piloto que não seja um grande piloto. E as marcas são todas benvindas (assim houvesse mais). E tenho uma estima enorme pelo Latvala, como tenho muito respeito pelo Abiteboul, e muita admiração pelo Wilson, por diferentes motivos. Portanto, limito-me a apreciar o campeonato, esperar que haja luta, que não morra ninguém (que desgosto o ano passado, pelo saudoso Craig Breen), e que venham mais marcas. Mas não podia deixar passar ao lado esta falta de respeito, que repito, não é a marca do WRC. Ainda vamos ver o Ogier a queixar-se do sistema de pontuação (tema que dá pano para mangas, mas não vou aqui abordar).

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