George Russell ainda estará a digerir a enorme desilusão de ontem. No GP da Bélgica, o piloto britânico da Mercedes. A Mercedes investiga o motivo pelo qual o carro ficou 1,5 kg abaixo do peso mínimo, mas terá já parte da explicação.
Russell foi o mais audaz na corrida em Spa. Na volta 27, quando a maioria dos pilotos entrava para a sua segunda paragem, o #63 pedia à equipa para o manter em pista e tentar levar até ao fim o conjunto de pneus duros que tinha montado na volta 11. Poucos esperavam que a estratégia de uma paragem resultasse, especialmente com um primeiro stint tão curto, mas Russell fez magia na gestão dos seus pneus e cruzou a linha de meta em primeiro lugar, no que seria um triunfo retumbante.
Desgaste de pneus pode ser um dos fatores que levou à desclassificação
Mas nas verificações após a corrida, Russell foi desclassificado. A Mercedes investiga o que terá levado o carro a ficar abaixo do peso mínimo, mas já tem um potencial culpado, como explicou Andrew Shovlin, Diretor de Engenharia de pista:
“É muito duro para o George ter sido desclassificado da vitória depois de uma pilotagem impressionante. Ele fez um trabalho brilhante. Ainda não percebemos porque é que o carro estava com pouco peso depois da corrida, mas vamos investigar a fundo para encontrar a explicação. Acreditamos que a perda de borracha dos pneus na única paragem tenha sido um fator que contribuiu para isso e vamos trabalhar para perceber como aconteceu. Mas não vamos arranjar desculpas. É evidente que não é suficientemente bom e temos de garantir que não volta a acontecer.
Foi um alívio ter o Lewis em segundo para herdar a vitória. Ele também fez uma corrida forte e foi o carro mais rápido a fazer duas paragens hoje. Podemos estar satisfeitos com o ritmo do carro, mas, no geral, é uma desilusão não sair com a dobradinha. Isto é particularmente verdade depois de uma recuperação tão boa de uma das nossas sextas-feiras mais difíceis e após uma corrida que foi tão bem gerida pela equipa. Vamos aprender com isto e voltaremos fortes em Zandvoort depois da pausa de verão”.
Foto: Philippe Nanchino / MPSA













