O que está a suceder no WRC é algo que já foi visto imensas vezes na história do ‘motorsport’, já sucedeu imensas vezes e vai continuar a ser assim: “cada cabeça, sua sentença”.
Numa altura em que se discute nos bastidores nas novas regras de 2027 do WRC, há sinais claros da existência de divergências quanto ao rumo a tomar e o resultado disto tudo pode ser algo que será muito difícil de implementar nos ralis e poucos gostam nas pistas, embora, a bem da verdade, produza corridas mais equilibradas, mas que atribuem indiretamente mérito a quem trabalhou pior, o BoP (Balance of Performance), EoT (Equivalência de Tecnologia)…
Em declarações de diretor global da Ford Performance Motorsports, Mark Rushbrook, ao Autosport inglês revelou que há interesse da Ford em manter-se no WRC como construtor, mas adverte que são necessárias regras ‘adequadas para todos’ a partir de 2027, e é aqui que a “porca torce o rabo”, pois isto transmite claramente que há divergências entre os construtores.
Os novos regulamentos para 2027 serão divulgados até dezembro e esses são cruciais ser bem escolhidos de modo a – no mínimo – manter as equipas atuais, e num mundo perfeito, atrair novas.
A decisão da Ford depende desses regulamentos, e o que a marca norte-americana pretende são regulamentos que permitam a utilização de diferentes tipos de unidades motrizes (combustão, híbrido, elétrico, hidrogénio, etc.) tal como já sucede no Dakar em que existe EoT (equivalência tecnológica) entre o carro que – por exemplo – venceu este último Dakar, a Audi, e os restantes, e o que se pretende no Dakar é que em 2030 todos já estejam a competir com veículos de baixas emissões.
Segundo o que Mark Rushbrook disse ao Autosport inglês: “parece que os fabricantes querem coisas diferentes, por isso, se a FIA puder fazer regulamentos como no Dakar, em que se possa optar por motores de combustão, turbo naturalmente aspirado, ou por um híbrido, se tivermos essa oportunidade também nos ralis, poderemos atrair mais fabricantes.
“A paridade técnica, que é o que o Dakar faz agora com a equivalência da tecnologia e com os sensores de binário nos veículos. Penso que são coisas desse género.
“Mas há também a vertente promocional, para além das regras técnicas, para garantir que os adeptos se interessam pelo desporto”, disse.










