Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda) assegurou em Espanha – onde venceu pela primeira vez na sua carreira, em 2016 – a sua sétima vitória do ano, em 11 corridas. Depois de passar Lando Norris na primeira volta, embora surpreendidos por George Russell, Verstappen depressa foi para a frente e a partir daí geriu muito bem a sua corrida, fazendo tudo de forma perfeita, sendo que hoje em dia já não tem a enorme vantagem que tinha na fase inicial da época e por isso teve de ‘dar ao pedal’ pois a McLaren esteve igualmente muito forte.
Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) terminou em segundo, a 2.219s de Verstapen. Nas últimas seis corridas, é o 4º segundo lugar (e um 1º) para o jovem inglês da McLaren. Perdeu a posição para Verstappen na primeira curva, e isso foi fundamental para não conseguir melhor nesta corrida.
Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15) terminou no pódio, o seu primeiro desde o GP do México de 2023. Boa corrida do inglês que aproveitou bem o facto da Mercedes continuar a crescer de competitividade.
Depois do terceiro lugar no Canadá, quarto posto para George Russell (Mercedes F1 W15), depois de uma corrida em que partiu muito bem, passou Norris e Verstappen, mas depois não conseguiu manter a dianteira. Mais tarde, tendo em conta as diversas estratégias, acabou fora do pódio, mas concretizou mais um bom resultado para a Mercedes.
Charles Leclerc (Ferrari SF-24) foi quinto em mais um dia pobre da Ferrari. Carlos Sainz (Ferrari SF-24) foi sexto e este é o pior resultado de conjunto do ano, para lá do duplo abandono do Canadá. Os Ferrari nunca estiveram competitivos, embora no final da corrida, tendo em conta as estratégias, Leclerc se tenha aproximado muito do quarto posto de George Russell, o que seria uma magra recompensa, mas ainda assim terminou a 0.389s do piloto da Mercedes.
Sétimo posto de Oscar Piastri (McLaren MCL38/Mercedes), depois de uma corrida em que seria difícil conseguir muito mais. Ainda assim, terminou duas posições acima de onde começou.
Sétimo posto de Sergio Pérez (Red Bull RB20), depois de uma corrida em que seria difícil conseguir muito mais. Ainda assim, terminou duas posições acima de onde começou. Partiu de 11º, chegou em oitavo, mas a quase 26 segundos de Oscar Piastri.
Começa a haver boas notícias para a Alpine, que voltou a ter os seus dois pilotos no top10. Pierre Gasly (Alpine A524/Renault) foi nono na frente de Esteban Ocon (Alpine A524/Renault), perderam posições mais acima devido à investida final de Sergio Pérez, mas ainda assim capitalizaram o facto de se terem qualificado bem, em sétimo (Gasly) e oitavo (Ocon). Agora sim, começam a estar nas posições mais coincidentes com o seu potencial.
Nico Hülkenberg (Haas VF-24/Ferrari) foi 11º na frente de Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes) com Lance Stroll (Aston Martin AMR24/Mercedes) em 14º, o que deixa bem perceber os atuais problemas da Aston Martin. Alonso ainda vai disfarçando a falta de competitividade do carro, mas depois de no Mónaco ter ficado fora do top 10 voltou a suceder-lhe em Espanha e logo numa pista que mostra bem o andamento dos carros.
Depois de uma péssima qualificação, a RB terminou com Daniel Ricciardo (RB VCARB 01/Honda) em 15º e Yuki Tsunoda (RB VCARB 01/Honda) em 19º. Com o meio do pelotão tão equilibrado, de repente, caíram bem para trás e tiveram aqui o pior resultado de conjunto do ano. Isto apesar de terem levado um grande pacote de atualizações para Espanha.
Valtteri Bottas terminou em 16º, à frente de Kevin Magnussen, da Haas, que sofreu uma penalização de cinco segundos no início da corrida devido a uma falsa partida.
A Williams teve dificuldades em manter o ritmo do Canadá em Espanha, com Alex Albon a sair da pista terminando em 18º com Logan Sargeant, como sempre, muito longe na cauda do pelotão.
Filme da corrida
Lando Norris (McLaren MCL38/Mercedes) não conseguiu suster Max Verstappen (Red Bull RB20/Honda), as foi George Russell (Mercedes F1 W15) que surpreendeu ambos e foi para a frente da corrida.
Não durou lá muito tempo porque Verstappen passou-o na volta seguinte, começado desde logo a afastar-se na frente.
Na volta 15 a margem já tinha subido para os 4.9s, enquanto atrás do inglês um grupo compacto composto por Lewis Hamilton (Mercedes F1 W15), Carlos Sainz (Ferrari SF-24) que passou Charles Leclerc (Ferrari SF-24) na volta 3, com os Ferrari a tocarem-se.
Na fase inicial da corrida o grupo atrás de Verstappen cabia em cinco segundos, mas depois das primeiras idas às boxes quem perdeu mais foi Russell, que teve um problema na troca, perdeu 5.3s. Já depois das primeiras idas às boxes, Hamilton passou Sainz
Quando Leclerc foi às boxes regressou à pista no meio dos dois Alpine, em sétimo.
Depois de todos os homens da frente irem às boxes pela primeira vez, Verstappen ficou com um avanço de 5.9s para Russell, com Hamilton a cerca de um segundo. Dois segundos mais atrás rodava Sainz, com Norris a cair para quarto, mas a ter ficado em pista mais tempo do que o inicialmente previsto, ficando, no entanto, com margem estratégica para algo diferente no fim da corrida, conforme lhe foi explicado pelo engenheiro.
Na volta 28 os dois Mercedes rodavam 6.5s atrás de Verstappen, separados os Flechas Prateadas por 1.5s com Russell na frente de Hamilton.
Sergio Perez não conseguia sair dos confins do top 10, atrás dos dois Alpine e de Piastri, numa altura em que o australiano estava em plena recuperação, na volta 29.
Na volta 32, Norris passa Hamilton, lá na frente, Verstappen abriu o avanço para 8.160s.
Estávamos no meio da corrida.
Na volta 36, grande luta entre Norris e Russell, com ultrapassagens mútuas até definitivamente o piloto da McLaren ir para a frente e assumindo o segundo lugar a oito segundos de Verstappen.
Nesta altura, Verstappen liderava com 7.6s para Norris, Hamilton segia em terceiro a 3.5s do McLaren, Leclerc era quarto a mais 4.4s. Seguia-se Piastri porque Russell foi pela segunda vez às boxes, o primeiro dos homens da frente a fazê-lo.
Na volta 41, Verstappen lidera agora apenas por 5,9s, com Norris a começar a reduzir a sua vantagem. E com o Red Bull a rodar com pneus muito usados, com a margem a cair para quatro segundos, o neerlandês foi às boxes, deixando Norris na frente, mas havia jogo estratégico porque com o McLaren a adiar a sua ida às boxes, de modo a poder ter melhores pneus no fim da corrida e ir à luta com Verstappen.
Na volta 49, Pérez era quem mais posições ganhou durante esta corrida, mas a rodar apenas em sétimo. Nesta altura Verstappen alargava a margem para Norris, os foi Mercedes rodavam juntos três segundos mais atrás o mesmo se passado com os dois Ferrari a mais quatro segundos.
Piastri era sétimo na frente de Gasly e Ocon depois de Perez ir de novo às boxes, caindo para 10º.
Nico Hülkenberg (Haas VF-24/Ferrari) e Zhou Guanyu (Kick Sauber C44/Ferrari) eram 11º e 12º com o chinês três posições acima de onde começou a corrida.
Fernando Alonso (Aston Martin AMR24/Mercedes) e Lance Stroll (Aston Martin AMR24/Mercedes) em 13º e 14º confirmavam o péssimo momento de forma dos Aston Martin.
Lá na frente, Norris aproximava-se de Verstappen, colocando-se a 5.5s.
Depois dos dois Mercedes em 3º e 4º rodavam os dois Ferrari com Leclerc na frente de Sainz seguindo-se Piastri na frente de Gasly com Perez no meio dos dois Alpine, pois Ocon rodava atrás, isto a 10 voltas do final.
Verstappen manteve a margem em 4.5s, e levou esse avanço até ao fim.
As posições estavam mais ou menos definidas, por esta altura da corrida. Somente Leclerc se aproximava rapidamente de Russell, segundo e meio a volta a meia do fim.












