Com as alterações regulamentares promovidas pela FIA e Fórmula 1 para entrarem em vigor em 2026, o objetivo em relação à próxima geração de monolugares é torná-los mais leves, pequenos e ágeis, dando mais protagonismo às capacidades técnicas de cada piloto. Isto é defendido por Pat Symonds, o diretor técnico da F1, alguém com muita responsabilidade no próximo regulamento técnico da disciplina.
Como demos a conhecer na passada sexta-feira, os monolugares que vão estrear em 2026 serão mais eficientes e continuarão muito potentes, mas para o conseguir utilizarão significativamente menos energia, ao mesmo tempo que serão entre 40-50 kg mais leves que os atuais, mais curtos, mais estreitos (10 cm), e terão aerodinâmica modificada para ajudar a reduzir a resistência nas retas.
Segundo Pat Symonds, a F1 quer “reduzir o ‘ downforce’ do carro”. O responsável explicou no podcast F1 Nation que “parte da razão pela qual os carros são tão pesados é porque estão a lidar com tanta carga, por isso [em 2026] vão escorregar um pouco mais. Acho que o que isso vai fazer é colocar um pouco mais de ênfase no piloto. É uma coisa importante. São os pilotos que são os heróis, são os super-homens que queremos promover. Por isso, penso que as coisas estão a tomar a direção certa”.
O que terá também a nova geração de monolugares é quase três vezes mais potência elétrica que a atual unidade motriz. Esta irá evoluir para incluir um componente elétrico muito mais potente. Symonds explica que serão “carros com energia elétrica que fornecem 900 cavalos de potência. Vamos ultrapassar os 1000 cavalos de potência com o carro de 2026, queremos que mais potência venha do motor elétrico”.
A nova arquitetura da unidade motriz entrará marcará a maior mudança nos motores desde que as unidades turbo híbridas foram introduzidas em 2014.
Foto: Peter Fox/Getty Images/Red Bull Content Pool










