É inevitável, até porque já sucede há algum tempo na Fórmula 1, especialmente depois de 2021, que a que a ‘futebolização’ tenha chegado à classe rainha do Desporto automóvel, a F1. Fernando Alonso foi penalizado, as razões foram amplamente explicadas, todos ficaram a perceber que a intenção de Alonso era lícita, alterou a manobra que todos os pilotos faziam naquela curva específica de modo a ter uma saída mais rápida da curva e com isso evitaria que George Russell, que se tinha vindo a aproximar nas voltas anteriores, pois tinha pneus mais ‘novos’ , passasse no ponto de deteção a menos de um segundo e com isso pudesse passá-lo na zona rápida seguinte, mas o facto de Russell se ter despistado levou a que os comissários analisassem a telemetria e concluíssem que a ação do espanhol contribuiu para o despiste do inglês da Mercedes.
Todos perceberam que o espanhol fez de propósito a manobra, mas não tinha como intenção que Russell se despistasse, mas sim que não conseguisse passar no ponto de deteção a menos de um segundo.
Mas já há quem leve a questão mais longe e deixe no ar a ideia que a decisão foi tomada desta forma porque um dos Comissários era Johnny Herbert que, é público, não se dá nada bem com Alonso.
E pronto, está o caldo entornado, porque a suspeição já é pública, e agora alimente-se a ‘guerra’…
De acordo com palavras de Joaquin Verdegay, vice-presidente da Federação Espanhola de Automobilismo (RFEdA), ao Soy Motor: “O facto de Herbert decidir algo que prejudica Alonso parece algo repreensível para mim, pois é bem sabido que a relação pessoal entre eles não é boa”, disse Verdegay que alega “incidentes aparentemente idênticos na Fórmula 1 recebem frequentemente um tratamento muito diferente. Ou uma sanção é exageradamente branda ou outra é exageradamente severa, porque o mesmo acontecimento, logicamente, deveria ser sancionado com a mesma sanção. Pessoalmente, não gosto nada da sanção imposta ao Fernando. Parece-me injusta e desproporcionada. Faz-me pensar onde está o limite. Perder 1% da velocidade é aceitável, mas 2% é excessivo?”
Verdegay que é também um antigo Comissário Desportivo revela ter testemunhado o pior ‘brake-test’ alguma vez realizado envolvendo Ralf Schumacher e Jacques Villeneuve em Melbourne, em 2001, que terminou com a morte de um funcionário em resultado de um impacto de pneus: “Um ‘brake test’ pode causar a morte de pessoas e o que aconteceu com Alonso não foi um teste de travagem”, disse.











A verdade é que a imprensa dominante, a qual o autosport.pt nunca se vê a contraditar e ainda menos a ter uma opinião contrária , sempre levou ao colo o Nando. Como é possível esquecerem ( com ou sem aspas) as declarações do espanhol via rádio imediatamente a seguir ao incidente – por 2 vezes- em que reporta problemas de travões ao seu engenheiro?! Porque razão em concreto as “esqueceu” quando foi chamado pelos comissários para dar satisfações sobre o seu comportamento?! Ou quando se lembrou de criticar a decisão no post nas rredes sociais? Sim, sejamos justos, a penalização… Ler mais »
Não é a primeira vez que o Alonso tem atitudes… menos desportivas, digamos. Pelo extenso comunicado dos comissários, justificando a penalização, acho que foi bem penalizado, mas acredito piamente que ele não esperava aquele desfecho. Durante algumas voltas defendeu-se muito bem do Russell, naquela distraiu-se e tramou-se.
E, no entanto, eu era capaz de jurar que o Alonso e o Johnny Herbert se tinham reconciliado alguns meses depois do quid pro quo entre eles. Até podia dizer que vi uma espécie de abraço entre os dois.
Este Verdegay deve ser da mesma cepa que o Rubiales.
Se calhar a penalização foi branda por esse motivo!
Discordo da penalização, mas não é isso que está aqui em questão, o que se lança é suspeição sobre o Herbert. Ainda discordo mais disso. O Hebert foi um piloto super correcto e creio que como pessoa também. De qualquer forma, mesmo que não fosse, a decisão não é dele, é do colectivo dos comissários desportivos, no qual ele não tem voto, foi apenas consultor.
Eu apenas tenho que elogiar o Alonso por ainda ter a motivação de defender uma posição, que apenas significava uns meros pontos, tendo a idade e a carreira que tem.
Vi fazer muito pior (e durante uma corrida inteira) na ultima corrida de 2016, e não vi falarem metade nem defenderem qualquer penalização…
Ter memória, nos dias que correm, deixou de ser uma virtude e passou a ser defeito!
Cumprimentos
Alonso é um racer e tenho certeza que teria feito o mesmo para defender um 15° lugar, há outros pilotos que se desmotivam e ficam muito desiludidos quando não lutam por vitórias…
O Problema é a forma asséptica em que a F1 se tornou, distribuindo-se penalizações a torto e a direito. O que Alonso fez foi a normal defesa da posição, desacelarando para depois acelerar para não permitir ao Russel estar dentro da zona de detecção do DRS. manobra mais que conhecida de qualquer piloto que se preze e que é utilizada normalmente (não é comparável a uma travagem em reta que é absolutamente proibida). Caso o Russel não se tivesse despistado, não estariamos concerteza a falar disto.
A normal defesa de posição foi o que o Alonso fez, e bem, nas voltas anteriores ou a muito boa defesa perante Hamilton na Hungria. Penso que, neste caso, ele errou, ou porque se distraiu, ou porque exagerou. Acontece. É lógico que ele não queria causar um acidente, mas errou e sofreu as consequências.
Foi injustamente penalizado e o resto é conversa!
O Herbert é essencialmente um palhaço.
Pelo que é dito e escrito por aqui, depreende-se que o colégio de comissários, constituído por pessoas com provas dadas na matéria e dispondo de toda a informação técnica e electrónica possível e depois de uma audição feita aos dois intervenientes, não tem bases técnicas -regulamentares e moral, para decidir corretamente. Mais, existindo ainda um mecanismo, aliás muito usado nas gentes do futebol como diz a peça, de apelo as decisões que se julguem injustas, o principal interessado, julgou por bem não acionar apesar de ter perdido 3 pontos na licença desportiva. É caso para se dizer e pensar: ou… Ler mais »
Pelo que se lê aqui da lavra dos fãs do Alonso, são uns bananas. Não só são uns bananas como foram manipulados pelo Johnny Herbert, que odeia o Alonso.
Esta ideia de que os comissários decidem sempre bem não pode estar mais errada, assim como não escrutinar quem tem o poder de tomar decisões realmente impactantes, seja qual for o contexto. O Michael Masi também era alguém com provas dadas, supostamente estava ladeado de pessoas que dispunham de toda a informação técnica e informática possível, e no entanto falharam olimpicamente. Não sei se o Johnny Herbert tomou a decisão sozinho, mas seja como for, a decisão foi errada e abre um precedente que pode muito bem tornar a F1 consideravelmente bem mais desinteressante. Tirando meia dúzia de papalvos Anti-Alonso,… Ler mais »
“Tirando meia dúzia de papalvos Anti-Alonso, que não têm critério absolutamente nenhum, estão de acordo porque é o Alonso o piloto envolvido…”
Muitíssimo bem escrito!
Cumprimentos