A Ferrari quis produzir uma “plataforma completamente nova” com o SF-24, como explicou Enrico Cardile, diretor técnico de chassi da equipa italiana. Numa área em particular, a suspensão traseira, a Ferrari manteve o rumo definido e, ao contrário de algumas equipas adversárias, não desenvolveu um sistema semelhante à Red Bull.
Mantendo o design pull rod na suspensão traseira e push rod na frente de 2023, a Ferrari seguiu um caminho próprio, não indo ao encontro do que fizeram outros adversários que seguiram o caminho da Red Bull – pull rod na frente e push rod na traseira. “Testámos durante alguns anos uma suspensão push rod”, disse Cardile. “Na realidade, a nossa suspensão traseira é um pouco diferente em termos de distribuição dos braços superiores e inferiores em comparação com a da Red Bull, para mencionar uma equipa”. Segundo o responsável pelo chassi a Ferrari registou “bons resultados aerodinâmicos nesta direção e, quando passámos da suspensão pull-rod para a push-rod, não verificamos uma grande vantagem que justificasse algum compromisso em termos de peso ou de conformidade. Por isso, a partir daí, evoluímos a nossa suspensão, mantendo o mesmo esquema”.
Cardile referiu ainda que “as principais diferenças em relação ao carro do ano passado estão na traseira, onde a suspensão interna está localizada de forma diferente dentro da caixa de velocidades”, disse.
A Visa Cash App RB, Red Bull, Mercedes, McLaren, Aston Martin, Alpine, Sauber e Williams utilizam todas uma suspensão traseira push rod, enquanto a Haas, como equipa cliente da Ferrari, mantém a aposta dos italianos.









