Christian Horner acreditava que Mercedes e Ferrari pudessem começar a temporada de 2023 mais próximas da Red Bull, admitindo ainda ter ficado surpreendido com o facto da estrutura liderada por Toto Wolff ter insistido no conceito do carro sem flancos.
A Red Bull era a equipa a bater por toda a concorrência no início de 2023, até porque tinha conquistado ambos os títulos mundiais de Fórmula 1, mas esperava-se uma resposta da Ferrari e da Mercedes, no entanto, foi a Aston Martin que começou a temporada forte e conquistar pódios com os pilotos da equipa austríaca.
Toto Wolff começou a temporada a afirmar que a sua equipa tinha de alterar o conceito do seu carro, depois de um desempenho fraco com a insistência na construção sem flancos do seu monolugar. Do lado italiano, e depois do abandono de Charles Leclerc por problemas no SF-23 na corrida de abertura do ano, os seus pilotos não entravam na discussão dos primeiros lugares até à quarta prova do calendário, no Azerbaijão.
“O que nos surpreendeu foi o facto da Ferrari ter tido um carro muito bom no ano passado. A evolução natural desse facto levou-nos a esperar que este ano fosse um concorrente muito forte”, sublinhou Horner ao Motorsport.com, acrescentando que “ficámos muito surpreendidos por ver a Mercedes a manter os conceitos que claramente falharam no ano anterior. Se olharmos para os carros na pré-época, os carros que estavam mais próximos de nós em termos de conceito eram o Aston Martin e o McLaren”.
Christian Horner já tinha salientado antes que a Red Bull não atualizou o RB19 de forma significativa desde as férias de verão, reforçando essa mensagem ao afirmar que as maiores mudanças no monolugar foram as pinturas para as provas nos EUA. Ainda assim, os monolugares da equipa austríaca venceram 21 das 22 corridas do ano, com os carros da concorrência a terem um comportamento diferente em quase todos os circuitos do calendário.











