Ser um bom ou um grande piloto de Fórmula 1 não tem só a ver com rapidez, mas sim também, e muito a ver com inteligência. Claro que sem rapidez a inteligência não serve para nada, mas quando se juntam as duas, há momentos nas corridas em que isso pode ser a diferença entre uma posição à frente ou atrás. Tão simples como isso.
Isto a propósito do que Fernando Alonso fez a Lewis Hamilton, que lhe valeu uma advertência dos Comissários Desportivos por condução ‘errática’. Não foi nada errática, mas sim, extremamente bem pensada ainda que um pouco perigosa, porque apanhou desprevenido Hamilton que quase bateu no Aston Martin de Alonso quando este tirou o pé do acelerador do seu monolugar de forma repentina.
Tudo sucedeu após a segunda paragem nas boxes do espanhol, que quando regressou ao circuito, viu o Mercedes de Lewis Hamilton aproximar-se. Sabendo que se aproximavam de uma zona de deteção do DRS, Alonso tirou o pé para que Hamilton passasse o que lhe faria ter DRS na reta seguinte, mas isso apanhou Hamilton desprevenido. O piloto da Mercedes passou Alonso, que o passou na reta seguinte, com o DRS. Ou seja, resultou bem o que Alonso pensou, e os Comissários decidiram por “sem ação necessária” a acusação de condução irregular a Alonso.
No final o espanhol explicou que tinha abrandado exatamente com a intenção de deixar Hamilton passar para que pudesse ter DRS na logo a seguir: “O Lewis é obviamente muito inteligente e compreende muito bem o desporto e tem muita experiência, mas eu tenho mais”.










