A FIA planeava verificar o desgaste da prancha do fundo de apenas dois carros, o de Lewis Hamilton e Charles Leclerc, após a corrida do Grande Prémio dos EUA, mas como foram verificadas infrações em ambos, decidiram selecionar mais dois monolugares para perceber se era um problema generalizado.
Após a FIA ter defendido a o processo de verificação em Austin através de uma comunicado emitido a meio desta semana, Tim Goss, Diretor Técnico da entidade federativa, explicou que o desgaste nos dois carros selecionados para as verificações técnicas fez soar os alarmes na FIA, uma vez que é uma infração raramente cometida pelas equipas.
“Selecionamos dois carros para a verificação pós-corrida e realizamos a análise. Isso demora algum tempo. Descobrimos que infringiram os regulamentos e isso causou-nos alguma preocupação”, explicou Tim Goss à Sky. “O que quisemos fazer foi tentar perceber se era um problema generalizado e se tinha algo a ver com as condições da corrida, por isso decidimos selecionar outras duas equipas, outros dois carros, que por acaso foram os de Verstappen e Norris, e verificá-los”. O responsável da FIA sublinhou que “depois de verificado esses dois carros” e sem terem descoberto qualquer infração, consideraram que “estavam todos” dentro da legalidade.
A dúvida instalou-se quando foram anunciados os resultados e a desclassificação de dois dos quatro carros verificados. Quantos mais podiam cometer esta infração e porque não verificou a FIA ainda mais monolugares? Pelas declarações de Goss, foi o contrário que se passou, dois carros cometerem uma infração rara e isso levou a FIA a investigar o assunto, selecionando dois outros carros.
O diretor técnico da FIA quis ainda salientar que “não se trata apenas de colocar uma régua ou um medidor de profundidade num buraco e medir a espessura da prancha. Na verdade, temos de desmontar parte do carro e a verificação demora cerca de meia hora. Se tivéssemos duas equipas a fazer isso, estaríamos a falar de cerca de cinco horas de trabalho para verificar todos os carros, após as quais os resultados são comunicados aos comissários. Então, talvez o resultado da corrida pudesse sair seis, sete ou oito horas depois desta ter terminado e não acho que isso seja aceitável para o desporto”, concluiu.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA










