A Rodin Cars confirmou, em comunicado enviado, que a sua candidatura a um lugar na grelha da Fórmula 1 no processo aberto pela FIA foi rejeitada, revelando ainda que a proposta da Andretti foi aceite.
Corriam muitos rumores que teria sido a Andretti a única candidatura aceite pela FIA em resposta ao processo aberto para a entrada de uma nova equipa na grelha da F1, mas sem qualquer confirmação oficial. No entanto, através do comunicado da Rodin Cars – assinado por David Dicker, fundador da estrutura – percebe-se que essa informação confere.
O documento da Rodin Cars começa por esclarecer que a estrutura “participou no recente processo da FIA destinado a obter a entrada no prestigiado Campeonato do Mundo de Fórmula 1. Infelizmente, a nossa proposta não foi aceite”. Pode ainda ler-se que o documento “tem como objetivo dar a conhecer os pontos-chave da nossa candidatura que, na nossa opinião, justificariam o seu mérito. Gostaríamos de sublinhar que o nosso objetivo não é criticar a FIA ou pedir uma reconsideração da sua decisão. Respeitamos e aceitamos plenamente o resultado. O nosso único objetivo é divulgar informações que consideramos de interesse público para informar a comunidade da Fórmula 1” e acrescenta que, “informações recentes sugerem, tal como previsto desde o início deste processo, que o único candidato selecionado será a Andretti Global”.
No comunicado, a Rodin Cars esclarece que a sua fábrica estaria localizada na Nova Zelândia e que teria discutido com a Ferrari um acordo de parceria. Além disso, a estrutura comprometia-se “a reservar um lugar para uma piloto feminina”, esclarecendo que chegou a testar com “Liam Lawson, Jamie Chadwick e Louis Sharp” nas instalações na Nova Zelândia, tanto com um carro de F3 como no próprio carro, “o Rodin FZed, que é um carro um pouco mais rápido do que um carro de GP2/F2”. Esclarecem ainda que “Jamie teve um desempenho excecional” e, se estivesse disponível, não hesitariam em colocá-la como piloto principal.
Com “uma unidade de fabrico na Nova Zelândia”, a Rodin Cars garante que estas “incluem uma fábrica de motores capaz de construir um motor completo” e que teria “capacidades completas de fabrico de compostos e as nossas próprias pistas de testes”, comprovando-se pela produção do protótipo FZero, totalmente fabricado nas instalações.
Depois de darem conta que, ao contrário da Andretti, o programa de competição está direcionado para promover pilotos para a F1 (F4, GB3, F3 e F2) e que o projeto seria totalmente apoiado financeiramente pelo seu fundador, o documento termina com o agradecimento pela “oportunidade de ter participado no processo da FIA e felicitamos a Andretti pela sua bem sucedida candidatura”.
Foto: Rodin Cars











Gostaria de ver os fundamentos /justificações da FIA para esta recusa…
Se é como dizem serem não vejo o que lhes possa faltar (dinheiro ? … ou são fora do lobby? reinante 😳
Talvez porque acharam bom demais 🙂 Lá diz o ditado “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”… Não sabemos quais os critérios da FIA, pelo menos eu não os vi escritos em lado nenhum, pelo que é difícil saber se esta candidatura seria mesmo credível. Pelas declarações deles, parece tudo maravilhas, mas o projecto ser todo financiado por uma só pessoa e a fábrica estar sediada nos antípodas, podem ter sido factores negativos. Além disso, a Rodin comprou a Carlin, e não mostrou, nas F2 e F3, mais do que esta vinha mostrando, salvo alguns bons resultados esporádicos do… Ler mais »
Não é só dizer que querem fazer, têm de demonstrar que têm capacidade e recursos para o fazerem. A Alpha Tauri tem dificuldade em contratar pessoal para Itália. Para a Nova Zelândia devem fazer fila de espera.
Criar um FZero é o mesmo que criar um F1? E vemos Honda e Renault às aranhas para fazerem motores, e estes fazem um motor sem problemas, numa fábrica que não existe com pessoal que virá sabe se lá de onde e quando?
Exacto. A F1 precisa de mais equipas, mas não de marussias. Não sei se foi esta candidata, se outra que, ao que consta, acenou com pagar 600 ou 800 milhões, em vez dos 200.
Uma candidatura baseada só no dinheiro deixa muito a desejar.
O AutoSport podia presentear-nos com unborn jornalismo e publicar o relatório/resumo da FIA com os fundamentos da recusa
Sim… Se a FIA já o tivesse divulgado. Só que a FIA ainda nem sequer anunciou que a Andretti foi aceite.