Sergio Pérez terminou a primeira metade da época com prestações um pouco mais convincentes, mas o recomeço em Zandvoort acabou por ser novamente de desilusão. Ficou muito longe do colega de equipa em qualificação, em corrida voltou a falhar.
Ficar a 1.3 segundos do tempo do colega de equipa em qualificação é muito. Demasiado. E mesmo que as condições traiçoeiras e variáveis da meteorologia de Zandvoort tenham influenciado o desfecho da qualificação, Pérez tinha de ter feito mais. Na corrida, as condições meteorológicas jogaram a seu favor no arranque e o mexicano chegou à liderança quando os homens da frente ainda andavam em bicos de pés, com pneus slicks. A liderança foi de curta duração, com Verstappen a recolocar a “normalidade” em pista. Quando esteve na liderança, Pérez chegou a estar quatro segundos mais lento que Verstappen, quando ambos tinham pneus intermédios. O pior chegou quando a chuvada perto do fim alagou a curva 1. O mexicano perdeu o carro, bateu contra as proteções, regressou às boxes e falhou a travagem, entrando na via das boxes 0,8km/h mais rápido do que devia. Resultado? Penalização de cinco segundos, que o fez perder o pódio.
Esta tem sido a época de Pérez. Pequenos erros, pequenas distrações, pequenos azares que, todos somados, dão origem a uma grande diferença para o colega de equipa que tem sido perfeito. Pérez tinha de ter começado bem esta segunda metade. Começou mal e a pressão vai voltar a fazer-se sentir. Neste momento, Pérez não merece o lugar na Red Bull. Tem talento para se manter na equipa (não é um sobredotado, mas é um piloto competente), tem experiência e maturidade para tal, mas no aspeto mental, está a claudicar e tem de trabalhar isso urgentemente. Ou o prejuízo pode ser ainda maior.












