A Alpine passou por uma reorganização interna, tanto na marca como na equipa de Fórmula 1, que resultou na substituição do seu CEO e nas saídas, dentro do departamento de competição, do chefe de equipa, diretor desportivo e o responsável técnico Pat Fry, que trocou os franceses por um novo desafio dentro da estrutura da Williams. As mudanças ocorreram algum tempo depois do anterior CEO, Laurent Rossi, ter criticado publicamente a sua equipa.
Agora parece haver uma disputa entre a fábrica de Enstone, onde se produziu o chassis do A523 e Viry-Châtillon, onde são desenvolvidas as unidades motrizes da Renault. De um lado defende-se que o chassis não ‘nasceu’ bem e que o carro perde desempenho aerodinâmico em comparação com os adversários. Por outro lado, apoiados na questão que tem sido levantada pela FIA sobre a possibilidade de existir uma diferença considerável de potência do motor francês para os restantes da grelha da F1, acredita-se que o trabalho não foi bem desenvolvido em França e que a equipa está a pagar um preço muito caro por um motor pouco competitivo.
Entre ambos os lados desta disputa interna, estão os dois pilotos. Pierre Gasly trocou a AlphaTauri e o trajeto dentro do raio de ação da Red Bull pela Alpine, mas o seu empresário Guillaume Le Goff explicou à RMC que “não deixamos a AlphaTauri para lutar por um ou dois pontos”.
Em declarações à mesma fonte francesa, Le Goff admitiu que a “adaptação ao carro foi bastante rápida” por parte do piloto que representa e que o A523 “nasceu como nasceu, um pouco desfasado do que esperávamos”. Sem aprofundar o que está mal com o carro, o empresário de Gasly diz que “há alguma frustração por isso acontecer”.
Apesar de se ter vivido uma situação complicada dentro da estrutura, no fim de semana passado, Esteban Ocon e Pierre Gasly foram capazes de regressar aos pontos na Bélgica, algo que não aconteceu nas duas provas anteriores. Ainda assim, a equipa francesa viu a McLaren ganhar um novo fôlego com o desenvolvimento do seu monolugar e têm que recuperar terreno se quiserem ainda lutar pelo quinto posto da classificação mundial dedicada aos construtores de Fórmula 1.












