Johan Kristoffersson regressa ao Circuito Internacional de Montalegre para tentar começar da melhor forma mais uma temporada do mundial de ralicross, um local especial para o piloto sueco e que é palco do arranque da temporada de 2023.
Apesar de ter tido uma boa preparação da temporada, Kristoffersson tem algumas dúvidas sobre a situação real em pista, algo que só será possível medir quando todos os pilotos forem para a pista. “Estamos satisfeitos com a pré-temporada e as referências que trouxemos desde o ano passado parecem funcionar muito bem e estamos contentes com isso, mas competir a sério é diferente e só vamos conseguir aferir onde estamos na primeira Heat de amanhã [hoje]”, explicou o pentacampeão do mundo de ralicross.
Pilotos e equipa têm já um ano de trabalho com os carros elétricos no mundial e um maior conhecimento sobre estes, mas Kristoffersson explicou-nos que ao tornar os carros mais rápidos, aumenta um pouco a dificuldade na configuração certa para cada prova. “Temos um ano de experiência com os carros elétricos, o que ajuda bastante. No ano passado foi muito complicado conseguir tirar o máximo partido do carro, mas este ano sabemos mais sobre o carro e o fundamental. Temos um novo software para esta temporada, que permite que o motor dianteiro e o traseiro comuniquem entre si, é novo para todos e facilita a vida em alguns sentidos, mas quando o carro é mais rápido há outras coisas que temos de experimentar e configurá-lo a partir daí”, garantiu o sueco ao AutoSport. Sobre a diferença entre a geração anterior de carros do ralicross com motores de combustão interna e os atuais, totalmente elétricos, sentem-se algumas diferenças na condução, salientou Kristoffersson. “Como as baterias ficam num ponto tão baixo, isso afeta a estabilidade do carro e obriga os engenheiros a perderem mais tempo para encontrar a melhor configuração”.
Com o tempo instável em Montalegre, como testemunhamos no dia de ontem, Johan Kristoffersson considera que este é um dos maiores desafios da pista lusa do campeonato e que o fundamental é “ter um carro fácil de pilotar. Se o carro for muito bom em pista seca, talvez não o seja com chuva e se for muito bom com pista molhada, não vai ser rápido o suficiente com piso seco, por isso precisamos de um carro entre estes dois fatores, fácil de conduzir”.
Com uma ligação especial a Montalegre, o piloto sueco não teve qualquer problema em garantir que há algo mágico quando compete em Portugal. “Há duas coisas que torna mágico pilotar em Portugal. Fiz o WTCC em Vila Real, também, e é um evento fantástico, com muitos fãs apaixonados e que percebem o desporto e depois há Montalegre, uma mega pista onde conquistei a minha primeira vitória no WRX em 2015, por isso será sempre especial para mim”.
O piloto sueco não vai apenas competir no WRX este ano, como tem acontecido em épocas anteriores, estando garantida a sua participação em provas do Extreme E, competição TT com veículos 100% elétricos, assim como no STCC, o campeonato de carros de turismo do seu país.
Foto: Micael Liberato












