Cedo no Mundial de F1 deste ano se começou a falar dos problemas da Alpine, ao ponto de, após o GP do Azerbaijão ao CEO da Alpine, Laurent Rossi ter lançado duras críticas à performance da sua equipa, afirmando mesmo que os resultados não eram aceitáveis, acusando mesmo a equipa de amadorismo, com uma frase’ assassina’: “classificação que não é de todo digna dos recursos que afetamos. Estamos muito longe – muito longe – do objetivo final do ano” (…) “falta de desempenho e uma falta de rigor na execução”, disse Rossi, na altura.
Mas as coisas já começaram a mudar. Embora a Alpine tenha sido alvo de um maior escrutínio em torno do Grande Prémio de Miami, a equipa teve um bom desempenho no dia da corrida na Flórida e depois levou uma série de atualizações para o Mónaco, tentando desenvolver o que é um carro com uma base forte.
Mas à chegada ao fim-de-semana do Mónaco, as expectativas eram relativamente baixas, com Esteban Ocon a sugerir que um resultado entre os 10 primeiros teria sido um resultado para o qual teria “assinado de cruz” se lhe tivesse sido oferecido antes de qualquer sessão. Mas o francês estava enganado…
A Alpine melhorou a cada sessão que passou e Ocon acabou por arrancar em terceiro, com Pierre Gasly em sétimo, depois de fortes desempenhos na qualificação, mantendo essas posições na corrida para uma conquista de pontos que os coloca confortavelmente à frente da McLaren no campeonato de construtores.
Um pouco como a Mercedes, agora o mais interessante é saber se a Alpine pode replicar esse tipo de desempenho numa pista muito diferente como é a de Espanha. Se conseguirem acompanhar o pelotão da frente, então poderá ser o início de uma nova fase da época em que as quatro primeiras equipas se tornam realmente as cinco primeiras…
FOTOS Martin Trenkler










