Segundo a Reuters, oito pessoas morreram devido às inundações e deslizamento de terras que se verificam por toda a região de Emilia-Romagna e muitas mais estão a sofrer, enquanto os níveis dos rios continuam a subir.
O mínimo que a Fórmula 1 podia fazer, e como realmente acabou por acontecer, era cancelar o Grande Prémio. Mesmo que as condições meteorológicas melhorem, e assim o esperamos para alívio das populações afetadas, seria contraproducente que a realização de qualquer evento coloque mais pressão nas autoridades locais, além de não ser moralmente aceite que se possa festejar qualquer conquista numa prova de automobilismo tendo ao lado pessoas em sofrimento.
Nos últimos anos a Fórmula 1 teve de tomar algumas decisões que não reuniram consenso, como o que aconteceu na Arábia Saudita depois da queda de um míssil em instalações petrolíferas perto do circuito ou até mesmo, em última instância, a realização de provas em países onde todos sabemos que cometem atropelos aos Direitos Humanos. Sabemos bem que há sempre muito dinheiro envolvido na realização de uma prova do mundial de monolugares da FIA e cancelar uma prova é difícil, como vimos no caso do Grande Prémio da Austrália, o primeiro cancelamento devido à pandemia.
No caso do cancelamento da corrida em Imola, de facto, aconteceu tudo muito rapidamente, sinal que indica que imediatamente todos estiveram de acordo no que era mais importante.
Numa altura em que a Fórmula 1 atravessa uma fase de crescimento, não ficaria mal visto que a Liberty Media e as equipas pudessem contribuir para uma região fortemente afetada pelo mau tempo e que tem uma ligação tão forte, e infelizmente com histórias tão trágicas, com esta competição. Como fez já a AlphaTauri, com sede em Faenza, que publicou nas suas páginas nas redes sociais uma recolha de fundos para ajudar as pessoas afetadas pelo mau tempo.











