Há um ano, no final da quarta prova do WRC, que por caso em 2022 foi o Rali de Portugal, porque o Rali do México ainda não tinha regressado, Kalle Rovanpera liderava o campeonato com 46 pontos de avanço para Thierry Neuville, sendo que o terceiro classificado, e os que seguiam estavam para lá dos 68 pontos de atraso.
Este ano, o rali ainda não terminou, mas ficará qualquer coisa como Elfyn Evans na liderança do campeonato com 72 pontos, Sébastien Ogier, 69, Ott Tanak, 68, Kalle Rovanpera, 67 e Thierry Neuville, 56.
Como se percebe, Kalle Rovanpera está a fazer um campeonato bem diferente do que estava a fazer há um ano.
É óbvio que apesar de todas aquelas vitórias de 2022, houve ali tanto mérito seu, como demérito dos adversários, especialmente a luta que (não) houve por parte da Hyundai na primeira metade do ano.
Este ano está tudo a ser bem diferente, o que aliado a uma temporada que está a ser menos conseguida por parte do jovem finlandês, leva a que as coisas estejam a ser bem diferentes em termos de números, mas isso não invalida que continue a ser um dos grandes pretendentes ao título. Só que este ano isso vai-lhe ser bem mais difícil do que foi em 2022.
Veja-se que neste momento já se chegou ao ponto de questionarem o diretor da Toyota, Jari-Matti Latvala se não iria pedir a Sébastien Ogier que deixe passar Kalle Rovanperä para este terminar à sua frente no Rally da Croácia. Neste momento, isso já não é preciso, porque o jovem finlandês já o fez, mas sendo a diferença entre ambos 6.2s ainda tudo pode suceder até ao fim do rali.
Sabemos que Ogier não está a disputar uma temporada completa enquanto Rovanperä está.
Mas Latvala já disse que não pedirá aos seus pilotos para trocar de posição. Na Toyota são coerentes, só mesmo em casos muito especiais. Mesmo sabendo que no fim do ano esses dois pontos possam fazer toda a diferença: “Ambos são campeões mundiais, tem sido um duro o início da temporada para o Kalle, por isso sei que ele quer ganhar esta batalha, e conhecendo o Séb, é o piloto mais ambicioso que eu já vi, por isso não vai facilitar em nada. Não lhes vou dizer nada”, disse, assumindo que ambos vão lutar pela posição, dê lá para onde der.
A Toyota não nomeou Elfyn Evans para pontuar nos construtores para não tirar daí vantagem competitiva face à Hyundai (a Ford tem apenas dois carros por escolha própria) e agora deve ser Evans a vencer o rali enquanto Ogier e Rovanpera são apenas quarto e quinto, mas neste momento ainda com o risco da luta acabar mal…para a Toyota. Para Latvala: “a pior sensação como piloto que se pode ter é uma chamada telefónica a dizer para abrandar. Sempre detestei isso, e não quero que os nossos pilotos experimentem o mesmo”.










