Todos os pormenores contam na F1 e este ano, um “pormenor” torna a vida de Lewis Hamilton mais complicada. Segundo o piloto, a posição do cockpit do W14 não é a ideal para si e tem motivado dificuldades.
O W13 foi desenhado com um cockpit numa posição mais adiantada, talvez para aprimorar o conceito dos flancos reduzidos e este ano essa filosofia foi mantida com o cockpit do W14 também posicionado mais adiante. Ora, essa posição afeta a forma como Hamilton sente o carro, que prefere uma posição mais central.
“Sentámo-nos mais perto das rodas da frente do que todos os outros pilotos”, disse Hamilton. “O nosso cockpit está demasiado próximo da frente. Quando estamos ao volante, estamos quase sentados nas rodas da frente, o que é uma das piores sensações. Se estivesse a conduzir o seu carro em casa, e colocasse as rodas mesmo debaixo das pernas, não ficaria feliz quando se aproximasse de uma rotunda! Portanto, o que isso faz é mudar a atitude do carro e a forma como se percebe o seu movimento. E dificulta prever os movimentos, em comparação com quando se está mais para trás e se está sentado mais ao centro. É algo com que tem causado problemas”.
Segundo Jenson Button, que foi colega de Hamilton na McLaren, a posição do cockpit afeta como Hamilton sente o carro e isso retira-lhe confiança:
“Ele é bastante agressivo no acelerador, bastante agressivo no travão e faz tudo através do volante, por isso precisa de sentir o que acontece na traseira do carro, pelos braços. E ele não está a conseguir isso para não ter essa confiança para forçar o carro e estes carros são complicados de qualquer maneira, especialmente na qualificação, e se ele não tiver essa confiança, não consegue tirar o máximo partido dele”.










