Há decisões da direção de prova na corrida do GP da Austrália difíceis de explicar. Não significa que não cumpram o regulamento, mas são um mistério para quem viu a prova. O trabalho dos responsáveis da FIA também não é fácil, que fique bem vincado isso. No entanto, a decisão de uma nova partida a duas voltas das 58 programadas para a corrida não foi bem recebida pelos pilotos e pareceu algo artificial, parecendo que queriam dar algum espetáculo a uma prova que, tirando uma ou duas posições, estava definida em termos de classificação.
O que se decidiu depois do estranho acidente de Kevin Magnussen causou o caos na largada – obviamente que os pilotos não ajudaram e também têm de arcar com a sua responsabilidade, mas serão sempre pilotos a competir por um lugar e numa situação em que tinham apenas duas voltas para poder conquistar mais alguma coisa – e o anticlímax que assistimos na volta final. Uma procissão de carros atrás do Safety Car, sem que pudessem fazer algo para mudar a sua classificação, uma espécie de volta de consagração antes do fim da corrida. Apenas um grande azar de qualquer um dos 12 pilotos que terminaram a prova, poderia alterar a classificação, que foi reposta conforme estava após o acidente do piloto da Haas.
Haverá com certeza muitas queixas e críticas à atuação, até porque é sempre mais fácil apontar o dedo à FIA do que encontrar outra justificação para o que se sucede na F1, mas será sempre difícil explicar toda a situação do final da corrida e as decisões tomadas. E ainda há uma decisão do Colégio de Comissários Desportivos por tomar em relação ao incidente entre os pilotos da Alpine.
Foto: Getty Images / Red Bull Content Pool








