GP Austrália F1: Anticlímax para fechar uma corrida caótica
Há decisões da direção de prova na corrida do GP da Austrália difíceis de explicar. Não significa que não cumpram o regulamento, mas são um mistério para quem viu a prova. O trabalho dos responsáveis da FIA também não é fácil, que fique bem vincado isso. No entanto, a decisão de uma nova partida a duas voltas das 58 programadas para a corrida não foi bem recebida pelos pilotos e pareceu algo artificial, parecendo que queriam dar algum espetáculo a uma prova que, tirando uma ou duas posições, estava definida em termos de classificação.
O que se decidiu depois do estranho acidente de Kevin Magnussen causou o caos na largada – obviamente que os pilotos não ajudaram e também têm de arcar com a sua responsabilidade, mas serão sempre pilotos a competir por um lugar e numa situação em que tinham apenas duas voltas para poder conquistar mais alguma coisa – e o anticlímax que assistimos na volta final. Uma procissão de carros atrás do Safety Car, sem que pudessem fazer algo para mudar a sua classificação, uma espécie de volta de consagração antes do fim da corrida. Apenas um grande azar de qualquer um dos 12 pilotos que terminaram a prova, poderia alterar a classificação, que foi reposta conforme estava após o acidente do piloto da Haas.
Haverá com certeza muitas queixas e críticas à atuação, até porque é sempre mais fácil apontar o dedo à FIA do que encontrar outra justificação para o que se sucede na F1, mas será sempre difícil explicar toda a situação do final da corrida e as decisões tomadas. E ainda há uma decisão do Colégio de Comissários Desportivos por tomar em relação ao incidente entre os pilotos da Alpine.
Foto: Getty Images / Red Bull Content Pool
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Pity
2 Abril, 2023 at 10:42
Não sou muito de dizer que antigamente é que era bom, mas hoje digo.
Antigamente, quando era mostrada bandeira vermelha após completados 75% da corrida, a mesma não era retomada. Ora hoje faltavam apenas duas voltas para o final, podiam ter acabado logo ali com a corrida. Decidiram retomar (não foi a primeira vez), tudo bem… se os pilotos tivessem juízo. Não compreendo, de modo algum, a necessidade de retomarem, uma última vez, só para mostrarem a bandeira de xadrez.
Os pilotos são seres humanos, têm ambições e ganhar uma posição, pelo menos, é uma delas. Com apenas duas voltas para cumprirem e todos juntos, eles têm uma derradeira hipótese de ganharem posições. É o que eles pensam e vão com tudo. O resultado viu-se. Felizmente, ninguém se magoou, que é o mais importante, mas o risco das coisas correrem muito mal neste tipo de recomeços, é muito grande. Essa é a razão porque defendo que a corrida deveria ter terminado na 56ª volta.
Leandro Marques
2 Abril, 2023 at 11:22
Sem dúvida nenhuma. Completamente de acordo. Para criar emoção colocaram os pilotos num risco desnecessário.
RedDevil
2 Abril, 2023 at 11:13
A realidade é de uma ironia incrível… no 1º GP que Masi aparece após Abu Dhabi…
Isto já não são corridas de GP… isso é uma espécie de “zaragata” de rua coordenada por crianças de 6 anos…
A F1 está a perder a noção do que é um desporto… está-se (como alguns temiam) a tornar num entretenimento … de péssima qualidade…
Pity
2 Abril, 2023 at 12:58
Até um dia em que as coisas corram mesmo muito mal…