Envolvidas em controvérsias desde 2022, a divergência entre Formula One Management (FOM), ao lado das equipas, com o Presidente da FIA Mohammed ben Sulayem tornou-se mais evidente com a abertura do processo de candidaturas a equipas interessadas em entrar na competição e com a resposta pública do presidente da entidade federativa a uma alegada tentativa de aquisição da F1 pelo fundo de investimento saudita. Querendo colocar água na fervura, Stefano Domenicali, durante a entrevista concedida à Sky, não deixou também de mandar alguns recados.
O CEO da F1 explicou ser importante “clarificar o papel de cada um de nós”, referindo-se à recente carta enviada por Mohammed ben Sulayem às equipas e FOM a anunciar que o controlo operacional da competição naquela entidade federativa passava para a responsabilidade de Nikolas Tombazis e assim, afastou-se do seu envolvimento direto. Domenicali acrescentou que “não há mais nada a comentar, porque penso que temos de nos manter concentrados naquilo que acreditamos ser o correto para o crescimento do desporto”.
No entanto, o responsável pela competição tinha afirmado que as controvérsias e discussões “não deveriam acontecer. Para benefício do desporto, cada um precisa de fazer o seu próprio trabalho. A credibilidade da nossa marca está relacionada com o facto de cada um fazer o trabalho perfeito nas funções que tem”.
Sobre a presidência nada harmoniosa de Ben Sulayem, Domenicali salientou ser “normal para um novo presidente, que tem um manifesto a respeitar. Porque essa era a sua proposta em frente aos membros que o elegeram. Há necessidade de tempo para se adaptar, para avaliar o papel correto no seio da FIA”. Para desfazer as dúvidas, Domenicali terminou sobre este assunto dizendo que “no acordo de 100 anos [entre FIA e FOM], eles são o regulador. Juntos, moldamos o desporto. Eu não quero lutar. Se esta é a abordagem, está errada”.











