Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) tornou-se no maior vencedor do Rali de Monte Carlo ao suplantar os oito triunfos de Sébastien Loeb. Kalle Rovanpera (Toyota GR Yaris Rally1) foi segundo, depois de um rali em que ainda chegou a dar sinal que poderia lutar pelo triunfo, mas a equipa travou-o, com Jari-Matti Latvala a dizer que não valia a pena o risco. O finlandês vence a PowerStage, portanto somou 23 pontos. Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) foi terceiro e lutou muito, mas nunca teve carro para fazer melhor. somou dois pontos na Power Stage, somou 17 pontos.
Parece claro que a Toyota está novamente um passo à frente da concorrência, vamos ver o que sucede na Suécia dentro de quase um mês, mas para já no asfalto seco de Monte Carlo, a Toyota começou bem melhor. Todos os seus carros estiveram quase perfeitos em termos de fiabilidade, só mesmo Ogier sofreu um pouco com o sistema híbrido, nada de mais, o que mostra bem o nível a que esta equipa está.
Do lado da Hyundai vimos um Thierry Neuville muito lutador, mas sem carro para fazer melhor, ficou no mais alto lugar onde lhe era possível ficar, e nem mesmo sendo um especialista de asfalto foi suficiente para bater Kalle Rovanpera, para já nem falar em Sébastien Ogier. Já Dani Sordo e Esapekka Lappi estiveram muito abaixo do que se esperava, especialmente o espanhol, pelo que têm muito que pedalar se quiserem ajudar a equipa a recuperar o título de construtores.
Quanto à M-Sport/Ford, sabia-se que Ott Tanak precisava de tempo, e isso notou-se. Também alguns problemas mecânicos nos dois carros, direção assistida, atrasou os dois pilotos se bem que foi um erro que afastou Pierre Louis Loubet de um resultado diferente.
Já Tanak, foi quinto, fez o que pode com o que tem agora, mas já se percebeu que há ali muito trabalho pela frente. Ainda assim, foi segundo na Power Stage e somou 14 pontos. Nada mau.
Este foi um Monte Carlo onde faltou a emoção e incerteza que só a neve e o gelo conseguem proporcionar. Não houve, foi um rali completamente seco, embora isso não signifique que foi fácil, pois aquelas estradas não são fáceis para ninguém.
Emoção até ao fim houve o WRC2, com Nikolay Gryazin (Škoda Fabia RS Rally2) a bater
Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2) por 4.4s oferecendo desta forma o primeiro triunfo do novo Skoda Fabia RS Rally2. O espanhol Pepe López (Hyundai i20 N Rally2) terminou em terceiro.
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