São, basicamente, os anjos da guarda das duplas concorrentes. Chamam-lhes ‘batedores’, passam cerca de duas horas antes do início dos troços, corrigem as notas com a maior precisão possível, não só explicando como está determinada curva ou zona, mas também ponderando como poderá estar daí a duas horas. É um trabalho essencial, especialmente num rali como o Monte Carlo em que se pode apanhar todas as “estações do ano” em poucos quilómetros. Logicamente este trabalho é essencialmente de segurança.
Para além dos oficiais de prova, são os únicos que têm autorização para percorrer os troços dos ralis, e a informação que passam aos ‘seus’ pilotos podem fazer a diferença entre ganhar ou perder um rali. As suas informações são determinantes para as escolhas de pneus, pois sem eles seria impossível ter informações tão precisas.
E mesmo assim, há quem tenha ‘amigos’ em determinadas zonas a passar informação, pois tudo ajuda. Mas os ‘batedores’ são absolutamente fundamentais.
Basta ver os seus nomes para perceber porquê, já que sendo também eles, quase todos, pilotos, a sua experiência e sensibilidade são da maior importância.
O batedor de Sébastien Ogier é Simon Jean-Joseph, há muito tempo, Elfyn Evans ‘usa’ o seu pai Gwyndaf Evans, Kalle Rovanperä trabalha com Mikko Hirvonen, Takamoto Katsuta (Juho Hänninen), na Hyundai, Oscar Garre colabora com Dani Sordo, Esapekka Lappi (Teemu Suninen), Thierry Neuville já não colabora com Bruno Thiry, sendo agora Alexandre Bengué.
Na M-Sport, Pierre-Louis Loubet (Laurent Poggi) e Ott Tänak (Ken Torn).
Como se percebe, há pesos pesados entre os batedores, e a percentagem que têm na prestação dos ‘seus’ pilotos é normalmente elevada.
Nesta prova, espera-se menos neve e gelo que nos anos anteriores, vamos ver como corre.










