Só no bivouac é que Ales Loprais ficou a saber que tinha estado envolvido numa acidente com um espectador, que infelizmente, algumas horas depois de ter sido atropelado pelo camião e quando seguia de helicóptero para o hospital, faleceu. Ainda ontem o piloto publicou na sua página do Facebook um vídeo em que afirmou ter tido conhecimento do acidente apenas quando a organização mostrou as imagens, afirmando que nunca viu o homem que acabou por falecer devido a um ataque cardíaco, segundo Loprais, algumas horas depois do acidente. O piloto colocou-se à disposição das autoridades sauditas para a investigação do caso, não dando hoje seguimento à sua prova.
“Batemos num homem sem querer que tirava fotografias à nossa ‘Dama’ por trás de uma duna”, afirmou o piloto checo visivelmente afetado. “Ficou ferido e sentiu náuseas 2-3 horas depois e teve um ataque cardíaco enquanto era transportado para o hospital. Uma vida humana acabou indiretamente por minha causa, porque estava a pilotar”.
Ales Loprais continuou, dizendo que “eu e a minha tripulação não sabíamos de nada. Temos imagens ‘onboard’ e outros vídeos que provam isso, mas nada altera o facto de se ter perdido uma vida humana”. O piloto confirmou ainda tratar-se de um homem italiano de 69 anos, sem saber na altura qual o seu nome por motivos relacionados com a investigação em curso, terminando por expressar as suas condolências à família e amigos, garantindo que as repercussões deste acidente vai acompanha-lo “para o resto da vida”.
Obviamente este é um acidente em que a equipa é completamente alheia, percebe-se perfeitamente que ao entrar na duna, com o camião a apontar para cima em momento algum têm noção que existe uma pessoa à frente do camião, mas infelizmente tudo acabou num desfecho fatal, pois o infeliz espectador, horas depois, teve um ataque cardíaco.
A atitude de Alais Loprais é muito nobre, e este incidente é mais um exemplo de que o desporto motorizado é perigoso, e mesmo quando as pessoas não têm noção do perigo que correm, é preciso que, quem esteja por perto e tenha essa noção tudo faça para alertar para o perigo. Não sabemos se naquele grupo de pessoas, alguém tinha essa noção, se ninguém reparou na pessoa que se colocou naquele local, provavelmente sem a mínima noção do perigo que corria. Numa prova destas, o topo de uma duna é o único lugar minimamente seguro, pois só aí as pessoas são visíveis. Permanecer para lá da crista da duna, nunca, como infelizmente, mais uma vez ficou demonstrado.
Obviamente, a organização nada podia fazer numa situação destas, pois é impossível de controlar toda a gente numa prova deste tipo.
O vídeo publicado pelo piloto checo termina com imagens do acidente, dentro e fora do veículo (pode ser visto aqui).












