A última reunião da Comissão Consultiva para os Motores, em que os fornecedores de motores para o próximo ciclo de regulamentos sem reúnem para definir a estratégia para o futuro, teve uma baixa de peso. A Ferrari terá visto a sua entrada negada por não ter ainda oficialmente anunciado a sua intenção de competir com os regulamentos de 2026.
Segundo a racingnews365.com a Ferrari SPA terá mostrado preocupações sobre como a Red Bull Power Trains (RBPT) seria tratada como um novo fornecedor, tendo tido acesso à Propriedade Intelectual da Honda. Estes direitos de PI terão sido devolvidos não utilizados à Honda pela RBPT, após se ter tornado claro que as empresas seguiriam os seus próprios caminhos depois de 2025, tendo o presidente da Honda Racing, Koji Watanabe, dito recentemente que o compromisso da HRC era assegurar que a empresa tivesse um lugar à mesa para discutir as novas regras.
O que está em causa são as concessões que serão feitas as novas fornecedoras de motores, ao nível de tempo no banco de testes, o que a Ferrari não concorda que possam ser aplicadas à Red Bull, dada a experiência que a estrutura está a adquirir.
Para já apenas a Audi, Honda, Alpine, Mercedes e Red Bull confirmaram a sua intenção de construir motores para o novo regulamento ainda a ser delineado.











Mais uma “ferrarice” (se é que a palavra existe 😀)
Ainda serao coisas do binotto? Se é do vausser ja comeca mal.
Sim foi ele que mandou retirar da lista em que a Ferrari estava inscrita há meses. Aliás isto é claramente matéria para team manager e não para o CEO.
Seja de quem for, parece uma argolada.
Não será antes Hondisse? A Ferrari não concorda que no regresso em 2026 da Honda, esta absorve o staff e o know how da RBTP. A Honda não anunciou a saída da F1? O desenvolvimento dos motores não foram congelados até lá? Assim faz com que a Honda tenha vantagem sobre todas as equipas que lá continuam, pois pode desenvolver o motor paralelamente, sem estar a competir directamente na F1. Acho que não deveria ser apenas a Ferrari a reclamar. Digo também que fica mal à FIA bloquear a entrada da Ferrari na reunião. Parece um incómodo.
Pelo que eu percebi no Ressaca F1, a Honda decidiu não vender a sua propriedade intelectual à Red Bull. Sendo assim, não vai absorver o RBPT que, provavelmente, vai cair nas mãos da Ford. Se me disser que é mais uma confusão da Red Bull com os seus fornecedores de motores, digo que sim. Quanto à FIA e à Ferrari, a FIA cumpriu o regulamento. Se a Ferrari não declarou a intenção de correr em 2026, a FIA não podia fazer outra coisa. Mas a Ferrari podia e devia: apresentava a candidatura e, ao mesmo tempo, apresentava a reclamação ou… Ler mais »
Exactamente. É uma reacção ( = pedido de esclarecimentos) sobre a enésima vigarice desta F1. Mesmo tendo formalmente renunciado à transmissão dos direitos de propriedade intelectual da Honda, é um verdadeiro insulto à inteligência considerar que este nascente “fornecedor de motores” deve ser tratado em igualdade com quem entra pela 1ª vez na F1, recolhendo as mesmas benesses ( maior nº de testes, mais recursos económicos para projectar e para desenvolver as PU, etc.) , como se não tivesse tido acesso a esses conhecimentos ( assim como às respectivas instalações) desde 2019. Ao que acresce que a Honda já confirmou… Ler mais »
por muito que custe a muita boa gente a Scuderia é a F-1…. sem ela vinha tudo por aí abaixo….. assim a seu tempo e com estatuto de prima dona vai ser ouvida e tida em conta nesta questão… não adianta os haters debitarem sound bytes.. aceitem vá lá custa menos….
A Ferrari precisa tanto da F1, como a F1 precisa da Ferrari.
AGORA, a F1 só com a Ferrari a correr, não existe, MAS a F1 sem a Ferrari continua, assim como os diversos mundiais de Resistência continuaram sem a Ferrari e mais tarde, sem a Porsche.
O “Circo” irá sempre funcionar, independente dos “palhaços” que lá andarem.
A Ferrari é apenas uma ferramenta de marketing, aliás, na última sondagem internacional realizada, a equipa mais popular até era a McLaren.
Errado. A Ferrari é só uma equipa de F1, por acaso a mais antiga ainda em actividade. De resto, é igual a todas as outras, em direitos e deveres.
Erradíssimo tudo o que escreve. Não é só uma equipa de F1, mesmo em termos desportivos. Não há aqui acasos, é exactamente por ser a mais antiga e a única que não traiu a F1 que é justo que lhe seja reconhecido concretamente o valor da sua história, um valor que para a a F1 é uma garantia fortíssima , importantíssma para planificação do futuro. Obviamente quando os representantes das equipas,, a FIa e os detentores dos direitos comerciais se sentam à mesa para decidir, todos têm o mesmo peso, mas quando se toca em assuntos que têm tudo a… Ler mais »
Temos formas diferentes de ver a questão. Eu não concordo que uma equipa tenha direito de veto, chame-se como se chamar. Se alguma diferença de tratamento deverá existir, deverá ser para a Honda e a Renault, que passam a vida a entrar e a sair. Essas deveriam pagar substancialmente mais a cada regresso, mesmo que esse vai-vem seja apenas como fornecedoras.
PS: eu sou contra o direito de veto em tudo, não apenas no desporto. Se em democracia vence quem tem mais votos, não percebo que uma decisão seja tomada, ou deixada de tomar, pela parte minoritária.
Já viu o que seria os ” garagistas”, que não tinham competência e capacidade para projectar e construir motores, imporem decisões absurdas e lesivas sobre os motores à tão detestada Ferrari, a única equipa que construía chassis e motores em 1980 ? Quantas decusoes e conflitos não foram afastadas preventivamente por a Ferrari dispor desse poder, já pensou? Do P.S.: Em qualquer regime democrático, onde existe um Estado de Direito, está consagrado o direito/ poder de veto. Veja por exemplo os poderes do Presidente nos termos da Constituição americana, inspirada no pensamento do John Adams, bem longe de significar que… Ler mais »
Cada um com a sua opinião. Eu mantenho a minha, você a sua. Não precisamos de nos “vetarmos” 😀😀
De acordo. Sem ela ia ser um novo DTM (1). Não é que esteja actualmente muito longe disso, antes pelo contrário, veja-se o exemplo da audi que já escreveu e impôs os regulamentos a vigorar a partir de 26, e já tem 120 engenheiros a trabalhar nas respectivas PU. (1)Para as almas cândidas deste fórum, vejam o que fez o Schumacher quando participou com a Mercedes na última jornada de 1990, em que partiu de um modesto 15º lugar. Fez uma partida louca, corta completamente a 1ª curva passando pela relva, e quando regressa á pista, um strike, foi directo… Ler mais »