Chegar ao fim do ano e não entender na plenitude o carro que se criou, é um sinal claro que a época foi difícil. A Mercedes, depois do momento de glória do Brasil, voltou a ficar longe dos lugares da frente em Abu Dhabi, algo que deixou a equipa surpreendida.
James Vowles, responsável pela estratégia dos Flechas de Prata, admitiu que o conceito do W13 ainda levanta dúvidas à equipa, dúvidas que tentarão ser respondidas no inverno, para os ensinamentos serem levados para o W14:
“Penso que não se pode afirmar verdadeiramente agora, ou mesmo durante o inverno, que sabemos tudo sobre o W13. Houve alguns altos e baixos, sendo que este carro tem itens que acreditamos compreender e alguns deles que ainda não foram totalmente explicados. Mas se olharmos para a direção a seguir, as diferenças para a frente, especialmente no ritmo das corridas, fizemos enormes progressos e só o fizemos compreendendo onde estão os nossos problemas, trabalhando neles e trabalhando como equipa”.
“Mas ainda há uma diferença para a frente, e Abu Dhabi demonstrou-o. Isso tem de ser recuperado durante todo o inverno e penso que temos um processo e um sistema ótimos para o fazer. Aquele desenvolvimento que vimos ao longo da época continuará ao longo do inverno e penso que estaremos num lugar muito forte no próximo ano. Somos uma equipa que está habituada ao sucesso, habituada a vencer, habituada a estar na frente e nós não estávamos lá”, disse ele. “E isso mudou realmente a organização para melhor”.
“Esta equipa teve de se unir mais do que nunca. É muito fácil, nestas circunstâncias, nestes tempos difíceis, afastarmo-nos e não o fizemos. Os pilotos uniram-se e estou confiante que temos o melhor alinhamento de pilotos da grelha. Temos dois pilotos incríveis motivando-se um ao outro, mas trabalhando em equipa para tornar o carro melhor.”












