O WRC chega este fim de semana à sua última prova com o Rali do Japão, um evento que tem estado fora do calendário da competição há 12 anos. Os campeonatos estão decididos, mas o regresso do WRC ao País do Sol Nascente é importante, já que fazem falta para a ‘verdadeira’ globalização do campeonato a sua presença. A Toyota, apesar de ‘morar’ oficialmente entre a Finlândia e a Estónia, joga verdadeiramente em ‘casa’ no Japão, pois mesmo tendo ‘emigrado’, a Toyota é japonesa. Por isso, os seus quatro pilotos querem dar algo para festejar aos muitos adeptos da marca no país, e já agora, também aos seus funcionários locais.
Ao contrário das edições anteriores, o evento deste ano é em asfalto, baseia-se no Estádio Toyota em Aichi, que acolhe o parque de assistência e o quartel general da prova.
O rali começa na quinta-feira à noite (hora local) com a cerimónia de partida que é imediatamente seguida por uma super especial de 2,75 km no Parque Kuragaike.
O percurso de sexta-feira é o mais longo do rali e apresenta três troços diferentes – cada um deles percorridos duas vezes. Sábado segue um formato semelhante. Três troços, dupla passagem. No domingo, cinco troços, três diferentes, dois deles repetidos.
Naturalmente, todos vão querer terminar o ano em beleza, sendo a prova nova para todos, ninguém tem o mínimo de vantagem face à concorrência, talvez mesmo somente Takamoto Katsuta tenha alguma vantagem ‘motivacional’, pois para ele vencer em casa, o que seria o seu triunfo de sempre numa prova do WRC, seria magnífico, mas ‘Taka’ ainda não parece pronto para isso. Mas deve fazer um bom resultado se não tiver azares. De resto, na Toyota Sébastien Ogier, Elfyn Evans e Kalle Rovanpera, todos eles podem vencer, especialmente os dois últimos campeões do mundo.
Na Hyundai, Ott Tanak que terminar a sua ‘vida’ na equipa em alta, mas Thierry Neuville costuma ser bom no asfalto, e por isso talvez tenha algum ascendente. Na M-Sport/Ford, Craig Breen e Gus Greensmith são os únicos pilotos presentes. O irlandês deverá tentar o seu melhor resultado do ano, mas também não pode arriscar mais uma saída de estrada, e isso deve impedi-lo de um tudo ou nada.
Muito importante é a decisão do título do WRC2. Três pilotos podem ser campeões: Kajetan Kajetanowicz, Emil Lindholm e Andreas Mikkelsen. Os dois primeiros marcam presença no Japão, o norueugês vê pela TV mas pode ser campeão. Resumindo muito a questão, se Kajetan Kajetanowicz ou Emil Lindholm vencerem, são campeões, mas se nenhum deles conseguir um bom resultado, Mikkelsen pode revalidar o título.
Para Kajetanowicz, para ser campeão o mínimo passa por um quarto lugar, dois pontos na PowerStage e bater Lindholm.
Para Lindholm, é um pouco mais fácil, pois tem de terminar em sexto lugar, conseguir um ponto na PowerStage e bater Kajetanowicz.
Mikkelsen está longe de estar fora da corrida, pois para ser campeão, Lindholm tem que terminar fora dos seis primeiros, e Kajetanowicz fora dos quatro primeiros, o que com o plantel presente não é de excluir.
Por isso, vai ser o rali mais dramático do ano no que aos dois pilotos diz respeito, pois não parece muito o que precisam, mas é…
Horário
WRC, Rali do Japão: horários
Quinta-Feira, 10 de novembro (hora de Portugal continental)
Shakedown (Kuragaike Park Reverse) 2.80 km 00:01
PEC1 Kuragaike Park 2.75 km 08:38
PEC2 Isegami’s Tunnel 1 23.29 km 22:02
PEC3 Inabu Dam 1 19.38 km 23:00
PEC4 Shitara Town R 1 22.44 km 23:58
Sexta-Feira, 11 de novembro
PEC5 Isegami’s Tunnel 2 23.29 km 04:31
PEC6 Inabu Dam 2 19.38 km 05:29
PEC7 Shitara Town R 2 22.44 km 06:27
PEC8 Nukata Forest 1 20.56 km 22:07
PEC9 Lake Mikawako 1 14.74 km 23:08
Sábado, 12 de novembro
PEC10 Shinshiro City 7.08 km 00:03
PEC11 Nukata Forest 2 20.56 km 03:37
PEC12 Lake Mikawako 2 14.74 km 04:38
PEC13 Okazaki City SSS 1 1.40 km 06:36
PEC14 Okazaki City SSS 2 1.40 km 06:49
PEC15 Asahi Kougen 1 7.52 km 23:08
Domingo, 13 de novembro
PEC16 Ena City 1 21.59 km 00:12
PEC17 Nenoue Plateau 11.60 km 01:10
PEC18 Ena City 2 21.59 km 02:48
PEC19 Asahi Kougen 2[Power Stage] 7.52 km 05:18










