O desporto motorizado é difícil e exigente. É necessária uma dose redobrada de concentração além de estar com a mentalidade certa. A crescente popularidade da F1 faz com que os pilotos sejam cada vez mais requisitados pelos fãs, o que pode ser um problema. Daniel Ricciardo pediu para ser respeitada a distância no início das sessões.
Ricciardo referiu que os momentos que antecedem as sessões são de grande importância e que é necessário dar tempo e espaço para os pilotos se prepararem, o que nem sempre é feito:
“Quando se está prestes a entrar no carro, é um momento sensível”, disse Ricciardo. “A questão também é que as pessoas esquecem que isto não é um desporto vulgar. Não quero falar de outros desportos porque pode parecer que estou a desrespeitá-los. Mas estamos num carro, a velocidades que exigem um certo empenho, concentração. Por não ser um desporto vulgar, tem de haver alguma distância antes de entramos no carro e competimos. Podia mesmo haver um pequeno intervalo de 15, 20 minutos antes do início da sessão, alguma forma de orientação de que este é um momento em que os pilotos precisam de tempo para si. Mais uma vez, não quero encontrar soluções, mas precisamos de entrar num certo espaço na cabeça para nos colocarmos atrás do volante destes carros. Penso que ter alguma distância antes desses momentos cruciais pode ser útil”.












A lógica do pedido é inquestionável. Estamos na fase de deslumbramento da F1 pelos “famosos” e pelas hordas de fans (o que é bom) que têm aparecido nas corridas/Paddock, mas isto têm um preço. A concentração é essencial e só as pessoas que nada percebem de desporto de alta competição é que podem achar que os pilotos têm um sistema automático que os pôe em modo de concentração imediato. Isto lembra-me a propósito um jornalista(?!) que estava a questionar o Timo Salonen atarvés da janela do Peugeot quando a contagem de tempos regressiva para começar o troço estava nos 10,9…