Dietrich Mateschitz não conseguiu ver o quinto título da sua Red Bull. O empresário de 78 faleceu no sábado, depois de uma doença prolongada, que foi sempre mantida em privado. O visionário austríaco, que numa das suas viagens quando representava uma marca de pasta dos dentes, descobriu uma bebida tailandesa com o potencial de se tornar num produto de sucesso. Adicionou-lhe gás e criou a Red Bull, com Chaleo Yoovidhya, criador da Krating Daeng, bebida que depois se transformaria na Red Bull. O resto é uma história de sucesso, com uma marca que soube trabalhar a sua imagem de forma impactante e irreverente. A associação ao desporto foi um passo lógico, mas a Red Bull fez mais do que patrocinar atletas ou equipas. A Red Bull reinventou desportos, deu nova vida a outros. Os vídeos que a chancela Red Bull passaram a ser sinónimo de espetacularidade. Mais que isso, a Red Bull foi a catapulta que permitiu a muitos atletas, incluindo pilotos, de se lançarem até ao estrelato. A criação da Red Bull F1 Team foi mais uma história de sucesso, agora com uma estrutura sólida, estável, bem sucedida e já com ramificações para fora da F1. Tudo isto graças à visão de Mateschitz, respeitado por todos. Teve como última prenda o título da sua equipa. Marcou de forma indelével o desporto mundial.










