À medida que a época de 2022 entra na sua fase final, as mais recentes grelhas de partidas têm sido consideravelmente diferentes dos resultados reais da qualificação devido a uma onda gigantesca de penalizações por alterações de componentes na unidade motriz.
Com o principal objetivo de manter os custos sob controlo, os pilotos são severamente limitados no que toca aos principais componentes do motor que podem utilizar durante toda a temporada, que este ano alberga 22 corridas, mas poderá passar a ter 24 em 2023.
Por exemplo, cada piloto só pode utilizar três motores, três turbos, três MGU-H, três MGU-K, duas baterias e duas centralinas.
O mais recente espetáculo de penalizações aconteceu em Monza, com nove pilotos obrigados a recuar na grelha, e levou a que Pierre Gasly perguntasse aos seus fãs nas redes sociais: “Alguém me pode dizer em que posição vou começar a corrida de amanhã?”, uma vez que a Fórmula 1 demorou mais de quatro horas a disponibilizar a grelha final de partida para domingo.
Can someone tell me in which position I will start tomorrow’s race?
— PIERRE GASLY 🇫🇷 (@PierreGASLY) September 10, 2022
O seu compatriota Esteban Ocon diz que a Fórmula 1 precisa de repensar urgentemente as regras do número de motores.
“Obviamente, nenhum fabricante é capaz de fornecer motores que possam resistir a tantas corridas. Nós queremos demasiado. Há demasiadas corridas”, disse o piloto da Alpine.
“Já fomos duas vezes penalizados, outros foram ainda mais vezes. Mas não se trata de nós, trata-se de todos”.
“Penso que as regras para a próxima época precisam de ser revistas para aumentar ligeiramente o número de elementos da unidade motriz que podemos utilizar”, acrescentou Ocon.













Concordo. Basta aumentar uma unidade.
Não concordo, invistam ainda mais na fiabilidade.
Penso que não é, de todo, uma questão de fiabilidade. A F1, como disciplina máxima do desporto automóvel, vive – e tem de viver – de inovação e desempenho. Com tantas corridas, apenas 3 unidades motrizes por ano, obriga a um elevado número de quilometragem a cada motor, assente numa ótica de desempenho / máximo rendimento esperado do motor (ou seja, ele tem de estar afinado para trabalhar no máximo esforço sempre). Isto tem-se verificado impossível de concretizar. O que obriga as equipas a fazer uma de duas coisas: serem penalizadas por trocas acima do permitido ou fazerem aquilo que… Ler mais »