Se a jornada de Zandvoort tinha dado aproximadamente o mesmo número de ultrapassagens face ao ano passado, Monza viu o dobro de manobras este ano.
Esta “jornada tripla” que começou em Spa, passando por Zandvoort e Monza viu um aumento do número de ultrapassagens face ao ano de 2021.
Em Spa, tivemos 74 ultrapassagens, mas neste caso o valor tem pouco valor, pois não vimos ultrapassagens no polémico GP da Bélgica de 2021. Em Zandvoort, a introdução da nova zona DRS não trouxe grandes incrementos, com exatamente o mesmo número de ultrapassagens em pista (24), confirmando que a pista neerlandesa é muito interessante, mas não beneficia as ultrapassagens. Em Monza, a diferença face a 2021 foi clara, com 54 manobras face a 23 em 2021.
No geral, temos visto mais ultrapassagens face a 2021, mas a diferença não é considerável. A nova filosofia foi pensada para melhorar o espetáculo e isso foi conseguido, sem a necessidade de aumentar drasticamente o número de ultrapassagens.













E a malta a queixar-se que a corrida não prestou…
Penso que, infelizmente, grande parte do pessoal que acompanha, com alguma regularidade, a F1 só está atento aos lugares do pódio. O que é uma pena porque há sempre coisas bem interessantes a acontecer bem cá atrás, não é preciso colocar carros mais fortes num fundo da grelha da partida para haver sempre coisas interessantes para ver a meio ou na cauda do pelotão.
Tem toda a razão, mas são precisos anos para olharmos para a grelha como um todo. Eu também passei pela fase de olhar só para “as estrelas”, mas felizmente já me curei há alguns anos. 😀
Com carros mais fortes colocados atrás, devido às penalizaçōes, é normal que o número de ultrapassagens seja bastante elevado.