No final do GP de Itália, com uma multidão a assistir nas bancadas de Monza, escolhemos as prestações que menos convenceram e que ficaram aquém do que esperávamos. Os cinco destaques pela negativa da prova italiana:
Alfa Romeo
A Alfa Romeo está num período mau da época. Em relação às equipas adversárias que estão atrás na classificação, a estrutura suíça foi a que pontuou menos, apesar de ter somado um ponto ao final de sete corridas consecutivas. Para uma equipa cuja expectativas estavam em alta, a partir de Silverstone as coisas estão muito mal.
Em Monza, Zhou Guanyu foi o único que pontuou, não conseguindo passar Nyck de Vries dentro do ‘comboio’ de DRS que se formou desde as primeiras voltas. Esteve perto, mas depois de ser dobrado por Max Verstappen, não teve carro para continuar o esforço.
Haas
Mick Schumacher bateu de novo Kevin Magnussen e esteve sempre em lutas em pista na sua recuperação depois do pitstop. No entanto, ficou de novo curto para a Haas, que soma já cinco corridas sem pontuar e a atualização do carro nada parece ter feito. Razão tinha Magnussen que lembrou os anos anteriores quando a equipa apresentava os seus pacotes de desenvolvimento e os carros ficavam mais lentos.
Nicholas Latifi
Se dúvidas ainda houvesse, foram dissipadas em Monza. Latifi já está com pé e meio fora da Fórmula 1. Voltamos a repetir que este tinha de ser o ano de afirmação do piloto canadiano na competição, mas depois de ser batido pelo ‘inexperiente’ (na F1) Nyck de Vries em Itália, Latifi apresenta poucos argumentos para ficar.
Safety Car (FIA)
Nem depois de toda a polémica do ano passado, nem com novas diretrizes se chega a bom porto. Em Monza, a poucas voltas do final da corrida, Daniel Ricciardo ficou parado na zona de Lesmo e os comissários não conseguiam retirar o carro sem a ajuda de uma grua. O Safety Car é enviado para a pista, mas em vez de ficar na frente de Max Verstappen, apanha George Russell. Este foi o primeiro sinal que ia ser um novo episódio polémico. Depois, com o pelotão atrás do SC, vem uma grua pela pista para ajudar os comissários, em vez de se ter parado a corrida sob bandeira vermelha. Um verdadeiro perigo, como infelizmente já vimos antes. Sem esquecer que a corrida terminou numa procissão medíocre em frente a uma multidão que assistia na bancada e muitos milhões que viam pela transmissão. Um episódio lamentável numa era em que a F1 cresce e quer apresentar um ‘show’ digno. Depois de tantas alterações da FIA após Abu Dhabi, todos merecemos mais.
Alpine
Em teoria a Alpine estaria mais à vontade em Monza do que a McLaren, mas os papaia mostraram um bom andamento, tanto em qualificação como em corrida, apesar dos receios de Lando Norris no final de sexta-feira.
No domingo, Esteban Ocon nunca conseguiu rodar nas posições pontuáveis e Fernando Alonso, em luta direta com Norris e Daniel Ricciardo teve um problema com o carro e teve de abandonar, algo que não acontecia desde o GP de Emilia-Romagna, curiosamente também em Itália. Uma corrida frustrante para a Alpine, que viu os seus adversários diretos da McLaren a somar seis pontos.









