Há pilotos que não perdem uma oportunidade para pilotar carros históricos, por vezes de pilotos que foram seus heróis. Pedaços de história sobre rodas que alguns têm o privilégio de sentir. Mas Carlos Sainz não gosta assim tanto de o fazer. Apesar de reconhecer a sorte que tem, nem sempre está à vontade para o fazer.
“Tive a oportunidade de testar um Ferrari antigo no passado”, disse Sainz. “Dá-nos sempre uma visão de como o desporto era há muito tempo. Tenho duas formas de ver este assunto. Em primeiro, porque é que arriscaria fazê-lo? Estamos no meio de uma oportunidade de ganhar um campeonato com a Ferrari. Por que arriscaria ter uma situação como aconteceu ao Charles [Leclerc]?” disse Sainz, relembrando o incidente de Leclerc no GP histórico do Mónaco, em que não conseguiu evitar um acidente com um Ferrari 312, com o qual Niki Lauda tinha competido.
“Mas, ao mesmo tempo, quando mais terei esta oportunidade de conduzir estes carros? Portanto, sempre que salto num carro clássico de Fórmula 1, tenho estas coisas na minha cabeça. E se eu entro num carro, vou forçar o andamento. Não sei como entrar num carro, colocar o braço de fora e apenas conduzir. Não sei como fazer isso. Só consigo entrar e sentir como estes carros eram, por isso, sempre que entrar num carro, vou forçar. E acidentes podem acontecer”.











